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Espanha: Catalunha ameaça desobedecer ao Conselho de Estado

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Espanha: Catalunha ameaça desobedecer ao Conselho de Estado

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A comissão permanente do Conselho de Estado espanhol aprovou quinta-feira, por unanimidade, um parecer favorável à impugnação da consulta catalã pela hipotética independência da região. A decisão carece ainda de um recurso do Governo para o Tribunal Constitucional, o qual deverá ser aprovado na reunião desta sexta-feira do Conselho de Ministros.

“O Governo iniciou os trâmites para impugnar a consulta alternativa de 9 de novembro, que foi iniciada pela ‘Generalitat’ [governo regional] da Catalunha”, refere o comunicado do Governo espanhol.

O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, defende que a consulta popular desejada pelos catalães “só serve para gerar confusão. “Temos visto uma… não sei como chamar-lhe. Uma intenção de celebrar algo parecido a… não sei se tem um nome… a uma pseudoconsulta que não foi convocada – como todos sabem – e que não cumpre as condições democráticas – e todos sabem que não as cumpre – porque não tem sentido nem tem uma lei que a ampare nem tem um organismo que lhe garanta a neutralidade”, afirmou o chefe de Governo, num género de explicação para o veto à anunciada consulta alternativa que tomou o lugar no em tempos agendado referendo regional pela independência da Catalunha.

A hipótese de algum género de consulta de opinião sobre a independência da região acontecer mesmo na Catalunha a 9 de novembro mantém-se. Pelo menos a julgar pelas palavras de David Fernandez, membro do partido catalão independentista Candidatura de Unidade Popular (CUP): “O dilema é obedecer ou desobedecer. Se queremos que nos respeitem como comunidade ou sociedade não temos outro caminho que não seja abrir as urnas.”

Junto à famosa Sagrada Família, de Barcelona, aconteceu, entretanto, um inusitado protesto contra o veto do Conselho de Estado através de uma urna de voto “presa” entre grades. Promotor da ideia da consulta alternativa, o presidente do governo regional da Catalunha, Artur Mas, reagiu, por fim, ao veto, afirmando ter ficado “tudo menos surpreendido” com o Conselho do Estado.