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Democratas e Republicanos lutam pelo Senado nos Estados Unidos

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Democratas e Republicanos lutam pelo Senado nos Estados Unidos

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As eleições intercalares de 2014, nos Estados Unidos, vão determinar se os Democratas conseguirão ou não manter a maioria no Senado ou perder para os Republicanos, que controlam a Câmara dos Representantes.

Independentemente do resultado, o impasse político em Washington poderá manter-se. Apesar da Constituição forçar o consenso, de certa forma, verifica-se quando existe compromisso. Durante a administração Obama, o sistema tornou-se disfuncional.

“Algumas pessoas não gostam da política externa. Julgam-no indeciso, acreditam que deveria ter atuado mais rapidamente em assuntos como os relacionados com o Médio Oriente. Pensam que ele não é firme e não acreditam que representa a imagem que o presidente deve representar”, explica Toni-Michelle Travis, professora de política na Universidade George Mason.

As sondagens indicam que os republicanos têm uma vantagem de 11% sobre os democratas na luta pelo controlo do Congresso. No entanto, os analistas consideram que os eleitores deslocar-se-ão às urnas sem saber claramente em quem votar.

“Não há expressão dos votantes. Apenas dizem que não gostam do estado atual das coisas. Mas não têm ideias sobre o caminho a seguir. Discutem entre si, Democratas e Republicanos. Não há um mandato, não há uma base. Também não há razão para mudar, nem propostas que façam aumentar o apoio aos republicanos”, comenta o politólogo Thomas E. Mann.

Obama espera uma maioria Democrata no Senado, ainda que não deixe de depender dos Republicanos.

“Ter um Senado Democrata seria bom para Obama, mas não aumentaria as perspetivas de conseguir a reforma migratória ou um maior investimento em infraestruturas. Terá de confiar na autoridade como presidente para atuar através de ordens executivas e regulamentos administrativos”, acrescenta Mann.

Em jogo está a eleição de 435 representantes da Câmara dos Representantes e um total de 36 senadores.

Stefan Grobe, Euronews: “A questão essencial é que não se espere muito do próximo Congresso. As coisas provavelmente piorarão, numa fase em que a campanha presidencial de 2016 já começou a asfixiar a arena política.”