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A família à boa maneira escandinava

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A família à boa maneira escandinava

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A última comédia do realizador sueco Ruben Ostlund mostra o lado negro da família nuclear.

O argumento de ‘Force Majeure’ gira em torno de uma típica família sueca de férias nos Alpes franceses. Tudo parece correr bem até ao momento em que a família perfeita se desfaz em pedaços. Para o cineasta, a família nuclear é excessivamente idealizada.

“As pessoas querem casar, ter filhos e ter uma família. Questionar este estilo de vida é uma provocação”, sublinha Ostlund.

À boa maneira escandinava, o filme consegue criar um riso desconfortável entre os espetadores.

“Penso que em relação à família nuclear, nós construímos as nossas próprias fortalezas e separamo-nos dos outros. Na família nuclear, convidamos pessoas como nós, outros casais com filhos e não convidamos pessoas solteiras. Excluímo-nos a nós próprios. Muita gente é infeliz neste tipo de família”, garante o ator Johannes Kuhnke.

Apresentado no Festival de Cannes em 2014, “Force Majeure” venceu o Prémio do Júri na categoria ‘Un certain Regard”.

“Uma das razões do meu interesse pelas estações de esqui é o facto de elas serem o palco de um combate constante entre o homem e a natureza, a parte civilizada e a parte selvagem, a força da natureza e a humanidade que tenta controlar a força da natureza. A estação de esqui é quase uma metáfora “, contou o realizador.

Na verdade, para o cineasta sueco, o esqui é mais do que uma metáfora da vida.

Antes de se lançar na sétima arte, Ostlund começou por realizar filmes de esqui nos anos 90. Depois de ter terminado o curso de cinema em Gotenburgo, lançou-se na realização de “The Guitar Mongoloid”. O filme valeu-lhe o prémio FIPRESCI do Festival Internacional de Cinema de Moscovo. Em 2011, Ostlund arrecadou o Urso de Ouro na Berlinale, pela curta-metragem “Incident by a Bank”.