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Trabant: o companheiro de viagem dos alemães de leste

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Trabant: o companheiro de viagem dos alemães de leste

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O Trabant foi durante décadas o maior companheiro de viagem dos alemães de leste.

Desejada e detestada ao mesmo tempo, a pequena viatura tornou-se um dos grandes símbolos da RDA.

Além do preço elevado, era preciso colocar o nome numa lista de espera para poder comprar um Trabi. Houve quem esperasse 18 anos para concretizar o sonho.

“Para as pessoas na Alemanha de Leste, o Trabant representava a mobilidade pessoal. Eles queriam carros em massa tal, o mesmo modelo da Alemanha Ocidental. A ideia foi conceber um carro que fosse fácil de fabricar. Era produto de consumo que a maioria dos alemães de leste desejava”, explicou Sören Marotz, responsável do Museu da RDA, em Berlim.

O primeiro Trabi saiu da linha de montagem em 1958. O modelo mais conhecido foi comercializado a partir de 1964. O carro não atingia mais do que cem quilómetros por hora e consumia muito combustível. Mas como era difícil comprá-lo os condutores tratavam-no com carinho. Um Trabant podia durar 28 anos.

Com a queda do muro, o Trabant passou a ser um objeto obsoleto. O último modelo foi fabricado em 1991. Hoje em dia, o Trabant e usado como atração turística em Berlim e voltou a suscitar o interesse dos colecionadores em todo o mundo.