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Xiismo: A origem da Ashura

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Xiismo: A origem da Ashura

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Em Kerbala, no Iraque, a comunidade xiita celebra a Ashura, o maior e mais importante evento religioso do Xiismo. Este é o principal centro de peregrinação, coincidindo com o dia 10 do mês islâmico de Muharram – feriado -, seguido por 40 dias de luto.

Historicamente este dia marca a divisão dos muçulmanos em sunitas e xiitas. A cisma entre as duas comunidades começou após a morte de Maomé, em 632 d.C. devido à questão do sucessor do Profeta.

Um grupo, minoritário, defendia a preservação da linhagem profética. Nessa ordem o pretendente seria Ali ibn Abi Talib, genro do Profeta.

Mas o outro grupo impunha que o candidato, fosse escolhido pela comunidade.

O grupo menor formava o Shiat Ali, ou “partido de Ali”. Seus seguidores ficaram conhecidos como xiitas.

A facção maioritária foi chamada de sunita do termo Ahl al Sunna, “o povo da tradição”.

Desde então as duas partes lutam pela ocupação e domínio do espaço político no Médio Oirente.

Atualmente, os sunitas representam cerca de 90% do Islão e os xiitas, 10%, havendo dois polos de influência no mundo islâmico: Arábia Saudita (sunita) e Irão (xiita).

O Irão apoia grupos xiitas, como o Hezbollah libanês.

A monarquia saudita fomenta uma versão extremista sunita, o wahhabismo, ensinado em escolas e mesquitas em todo o mundo

O Iraque tornou-se o palco perfeito para a guerra entre as duas comunidades com desejos de vingança exacerbados após as atrocidades do regime de Sadam Hussein.