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Burkina Faso espera designação de personalidade que vai conduzir o país durante um ano

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Burkina Faso espera designação de personalidade que vai conduzir o país durante um ano

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O Burkina Faso espera ansiosamente pela designação da personalidade civil que vai conduzir o país até às eleições gerais, acordadas para dentro de um ano.

Atenta às negociações, a população que afastou Blaise Compaoré do poder e que contesta a atual governação militar diz-se disposta a novas manifestações, se os seus desejos não forem respeitados.

Serge Bayala, um estudante universitário de Ouagadougou, afirma que “se o governo de transição esquecer as aspirações do povo e não cumprir [o prometido], a juventude voltará a ocupar as ruas”.

Forças armadas, partidos políticos e representantes da sociedade civil e religiosa concordaram na formação de um executivo transitório e em eleições presidenciais e legislativas em novembro de 2015.

Mas, como frisou o presidente do Gana, que serve de mediador com os homólogos da Nigéria e do Senegal, é preciso “continuar até identificar a pessoa com a estatura, respeito, honestidade e patriotismo para liderar o Burkina Faso durante o próximo ano, na direção de eleições livres, justas e credíveis”.

O caso do Burkina Faso – onde a contestação popular obrigou Compaoré a pôr fim a 27 anos de poder e a fugir do país – está a inspirar a oposição na República do Congo, onde o clã do presidente tenta modificar a Constituição para permitir que Denis Sassou Nguesso se recandidate em 2016.