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Fórmula 1: Equipa de Jules Bianchi abre falência e a Marussia sai de cena

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Fórmula 1: Equipa de Jules Bianchi abre falência e a Marussia sai de cena

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A escuderia anglo-russa Marussia decretou falência e já se retirou do presente Mundial de Fórmula 1, que este fim de semana cumpre no Brasil o penúltimo grande prémio da temporada. A equipa do malogrado Jules Bianchi e de Max Chilton já se havia afastado dos grandes prémios dos Estados Unidos e agora do Brasil, por problemas financeiros.

Com a bancarrota, alegada por “falta de sustentabilidade operacional e uma estrutura financeira” para a manter, os administradores da equipa confirmaram a ausência da Marussia também na derradeira corrida, em Abu Dhabi, a 23 de novembro.


“Será escusado dizer o quão lamentável é que um negócio com tanta audiência britânica e no mundo do desporto automóvel tenha que ser encerrado e fechar portas”, afirmou um dos administradores provisórios da escuderia, o britânico Geoff Rowley, o qual explicou que “apesar do significativo progresso da equipa durante o relativo curto período em que funcionou, estar na Formula 1 requer um grande e permanente investimento”. “Infelizmente, nenhuma solução pôde ser encontrada para permitir que o negócio continuasse como estava”, concluiu.

A escuderia está, contudo, inscrita para a próxima temporada e à procura de novos investidores que lhe permitam regressar ao “circo”. O nome Marussia é que já foi mesmo apagado, sendo a equipa, entretanto, denominada provisoriamente Manor1. A continuidade está, obviamente, em sério risco.

Com a falência, cerca de 200 funcionários que trabalhavam para o projeto Marussia tornaram-se supérfluos e vão, tudo o indica, para o desemprego. Desconhecendo-se ainda que efeitos terá esta decisão na situação de Jules Bianchi. O francês sofreu um grave acidente durante o Grande Prémio do Japão, no início de outubro, está ainda em coma e mantém-se em estado crítico no Centro Médico de Mie, na cidade nipónica de Yokkaichi.


Caterham também em apuros
Numa situação similar à da escuderia até aqui conhecida como Marussia, no que toca à próxima época da Fórmula 1, está também a Caterham. A escuderia com licença da Malásia, mas sediada no Reino Unido, também falhou o Grande Premio dos Estados Unidos, não vai correr no Brasil, mas ainda aspira a conseguir encontrar os meios financeiros para estar na grelha de partida de Abu Dhabi.

Vendida em julho pelo empresário malaio Tony Fernandes a um consórcio suíço e do Médio Oriente, a Caterham foi também colocada sob administração provisória, a qual acaba de anunciar o lançamento de uma recolha de fundos aberta ao público com o objetivo de angariar 2,35 milhões de libras (cerca de 3 milhões de euros) até ao final da próxima semana. “Se não atingirmos o objetivo, o dinheiro recolhido será devolvido”, prometeu Finbarr O’Connel, o administrador que representa a Smith & Williamson.


Através da página de internet www.crowdcube.com/caterham, a Caterham apela a doações a partir de 1 libra (1,2 euros). Quem doar 1000 libras (1270 euros) terá o nome inscrito nos carros da equipa que vão competir em Abu Dhabi. Entre outros artefactos oferecidos a quem ajudar, de acordo com o valor, há ainda um pacote turístico “corporate” para assistir ao vivo à derradeira corrida da temporada, mas para isso terão de ser doadas 45 mil libras (57,5 mil euros).


Às 19 horas (a mesma hora em Lisboa) desta sexta-feira, o primeiro dia da recolha de fundos, a Caterham já tinha conseguido quase 180 mil libras (230 mil euros) – cerca de 7 por cento do objetivo.

A Caterham também está inscrita para a próxima época da Fórmula 1, mas, tal como a até aqui denominada Marussia, sem garantias de ver essa presença confirmada.