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Rota do Rum: Diniz cai para 15.° nesta luta de "solitários" contra o Atlântico

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Rota do Rum: Diniz cai para 15.° nesta luta de "solitários" contra o Atlântico

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Loïck Peyron mantém-se na liderança da presente edição da Rota do Rum: Destino Guadalupe, quando esta prova transatlântica para velejadores solitários se encaminha para o sétimo dia e o corpo dos velejadores começa a dar de si face à força do mar e do vento. O português Ricardo Diniz, que na quinta-feira se viu obrigado a procurar refúgio num porto do norte de Espanha, caiu, entretanto, para 15.° e último na categoria “Rum”, depois da desistência de cinco outros aventureiros, e está ainda bem longe da meta em Pointe-à-Pitre, a maior cidade do departamento ultramarino francês de Guadalupe, nas Caraíbas.


Nesta fase da prova, a capacidade física destes navegadores solitários é mesmo um dos fatores mais importantes. “A saúde e a boa forma dos velejadores nesta Rota do Rum são essenciais. É por isso que o médico oficial da prova, o doutor Jean-Yves Chauve, os examinou antes da partida. Durante a prova, ele pode orientar os concorrentes. Todos eles levam a bordo um ‘kit’ médico”, adianta-nos Rémi Pelletier antes de pedir ao responsável clínico para nos falar melhor desta pequena farmácia que cada um leva a bordo.


“O ‘kit’ médico inclui quase uma centena de artigos. Alguns são para emergências como a cortisona, a qual, normalmente, é uma substância proibida no desporto. Mas nesta prova pode ser precisa para a sobrevivência. Se tiverem de a tomar, sou eu que a prescrevo para eles tomarem e depois informo o júri”, explicou Jean-Yves Chauve.


A resistência será diferente para cada um dos concorrentes. Por isso, eles devem preparar-se devidamente antes de embarcar. Mas houve quem não conseguisse. “Não houve tempo para me preparar. Estava tão ocupado a arranjar o barco que essa foi a minha preparação. Mas foi bom. O trabalho físico mantém-nos os músculos no ponto. Mantém-nos em forma. Ao lidarmos com este barco, ficamos muito soltos, muito flexíveis”, desdramatiza Sir Robin Knox-Johnston, o “skipper” do “Grey Power”, atual 7.° classificado na classe de Ricardo Diniz, a “Rum.”


Outros há, porém, que encontraram uma forma de se treinarem. Mesmo a bordo e durante esta prova solitária transatlântica. “Eu ando de bicicleta. Instalei uma no barco porque o esforço que faço é enorme, mas é só com os braços. A bicicleta completa-o. Preparei-me para pedalar entre 600 e mil quilómetros durante esta Rota do Rum”, revela-nos Yann Guichard, o “skipper” do “Sprindrift 2”, atual segundo classificado da Rota do Rum, na “Ultime”, a classe mais rápida das cinco que integram esta prova de aventura em alto mar.


Com a chegada às Caraíbas esperada para terça-feira, o “Maxi Solo Banque Populaire” seguia sexta-feira, ao inicio da noite, a pouco mais de 1200 milhas náuticas de Pointe-à-Pitre, o destino. Loïck Peyron, o líder solitário, parece estar ainda em boa forma.