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Ucrânia acusa Rússia de nova incursão militar no país

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Ucrânia acusa Rússia de nova incursão militar no país

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Kiev denunciou, esta sexta-feira, uma nova incursão militar russa em território ucraniano, nas regiões separatistas do leste do país. Isto, passada menos de uma semana das eleições de domingo nas regiões rebeldes – escrutínio considerado ilegítimo pelo Ocidente.

A Nato refere um aumento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia, sem confirmar, contudo, a violação territorial, enquanto a Rússia continua a negar armar os separatistas.

Mas Andriy Lysenko, o porta-voz do Conselho de Defesa e Segurança da Ucrânia, é perentório: “Na quinta-feira, entre o território russo e a cidade de Krasny Luch, na região de Luhansk, observámos o movimento de equipamento militar, composto por 32 tanques, 16 canhões de artilharia D30 e 30 camiões militares Kamaz com munições e combatentes.”

Esta sexta-feira, 150 pessoas assistiram aos funerais dos dois adolescentes mortos quarta-feira, quando a escola que frequentavam, em Donetsk, foi atingida por um bombardeamento.

“A Ucrânia não está a matar cães. A Ucrânia está a matar pessoas! Porque é que toda a gente se cala? Porque é que ninguém nos vê? Porque é que as nossas crianças têm de morrer? Porque é que temos de rezar?”,
interroga-se uma professora dos dois jovens mortos.

Com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações do cessar-fogo, acordado em setembro, na Bielorrússia, as últimas 24 horas foram as mais sangrentas, com cinco soldados mortos e 31 pessoas feridas, 15 das quais, civis.