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Um ano depois do supertufão Hayan e ainda faltam as mais de 14 mil casas prometidas pelo governo filipino

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Um ano depois do supertufão Hayan e ainda faltam as mais de 14 mil casas prometidas pelo governo filipino

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Um ano depois da passagem do supertufão Hayan, Taboclan continua a reconstruir-se muito lentamente. Os filipinos da região vivem em tendas e nas perigosas zonas desta grande cidade portuária que foi a zona zero da catástrofe.

A Câmara de Taboclan confirma que foram construídas apenas 100 das 14.500 casas prometidas pelo governo. Lita Paa e a família continuam à espera:

Luta Paa – Dizem que nos vão dar tendas para viver, mas a grande dúvida é: quando?

O poderoso ciclone tropical atingiu velocidades máximas de ventos de 315 Km/hora, sendo considerado o ciclone mais forte já registado na história. Provocou vagas de sete metros e uma maré que destruiu tudo à passagem, matando mais de 7350 pessoas no centro do arquipélago filipino.

90% de Tabocaln foi destruida. O governo pretende construir casas resistentes a ventos de 250 km hora, longe das zonas de perigo. . Mas as obras atrasaram-se e o governo só agora aprovou um plano de construção para seis anos, no valor de 3 mil milhões de euros. Por enquanto, as pessoas continuam a viver em barracas.

Clifford Sims, responsável de uma ONG – Os abrigos para acomodar as famílias foram construidos para durar um par de meses. Os de san José foram concebidos para durar entre três a seis meses e, depois de 11, ainda lá estão. Por isso persiste a necessidade de alojamento temporário até que sejam construidos e distribuidos os permanentes.

Ainda faltam muitas escolas, estradas, portos e plantações de coqueiros para relançar a economia. Mas as mulheres tiveram de deitar mãos à obra para sobreviver: tecem tapetes e fazem artesanato para ganhar a vida. Mais uma prova da resistência dos filipinos.