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Rússia reforça a aproximação à China

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Rússia reforça a aproximação à China

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A cimeira da APEC, em Pequim, marca mais um passo no reforço das relações entre a Rússia e a China. Uma aproximação que se acelerou à medida que Moscovo se distanciou do Ocidente, devido à crise na Ucrânia e às sanções internacionais.

Num sinal de aproximação, os dois países querem usar cada vez mais o rublo e o yuan nas trocas comerciais diretas, para contornar o domínio do dólar, em especial, no setor energético.

O presidente Vladimir Putin defendeu: “Penso que o acordo sobre divisas nacionais em economias parceiras, como Rússia e China, é uma via promissora de cooperação. O acordo sobre moedas nacionais ajuda a impulsionar o comércio entre os dois países e tem um impacto real na finança mundial e no mercado energético”.

Vladimir Putin e Xi Jinping encontraram-se, este domingo, pela 10/a vez em menos de dois anos. Ambos consideram que “não é possível” retroceder no processo de cooperação, baseado no interesse mútuo.

O encontro serviu para assinar vários acordos, incluindo um entre a Rosneft e a chinesa CNPC, para a construção de um segundo gasoduto. Em maio, tinha já sido assinado um outro acordo, de 400 mil milhões de dólares para abastecimento de gás à China nas próximas três décadas.

Já os Estados Unidos aproveitam a cimeira para anunciar um prolongamento dos vistos para os chineses que queiram estudar e trabalhar nos Estados Unidos. E o presidente Barack Obama reconheceu: “Nos próximos cinco anos, a Ásia deverá representar quase metade do crescimento económico fora dos Estados Unidos. Isso torna a região numa incrível oportunidade para criar empregos e crescimento económico nos Estados Unidos”.

A China usa o evento para tranquilizar sobre a saúde da segunda economia mundial, após a desaceleração do terceiro trimestre.

No conjunto, os 21 países da APEC representam 40% da população mundial e 57% do PIB do planeta.