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Dia do Armistício celebrado de Londres a Paris com escala na Flandres

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Dia do Armistício celebrado de Londres a Paris com escala na Flandres

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Às 11 horas e 11 minutos deste dia 11 do 11, tal como há 96 anos, celebrou-se o Dia do Armistício, a reconciliação acordada entre as partes sem necessidade de rendição e que pôs fim à Primeira Grande Guerra, cujo início assinala este ano um século. As badaladas do “Big Ben”, em Londres, serviram como parte da banda sonora das celebrações agendadas para a zona junto da Torre de Londres.

O centro da capital britânica foi inundada há vários dias por um mar de papoilas vermelhas de cerâmica. Uma por cada um dos 888.246 soldados britânicos ou da CommonWealth que deram a vida na Grande Guerra, como parte da força aliada que combateu as forças dos Impérios Centrais. O mar de papoilas é uma instalação artísitica da autoria de Paul Cummins (veja aqui uma galeria de fotos) e faz parte das iniciativas britânicas para celebrar o fim do primeiro conflito armado mundial.

Harry Hayes, um cadete militar de 13 anos cujo tio-triavô morreu na referida guerra, colocou, esta terça-feira, a derradeira papoila vermelha da instalação. Este género de flor é um símbolo da memória britânica da Grande Guerra desde que um poema daquela altura se referiu a uma papoila que se fundia com os mortos nos campos de batalha da Flandres.

Após a deposição da última papoila, seguiram-se dois minutos de silêncio, a que a Rainha Isabel II se associou de forma privada.

Em Ipres, na Bélgica, o Dia do Armistício também foi comemorado com pompa e circunstância. Nos portões de Menin, na região da Flandres, os corneteiros do último posto repetiram a entoação do ritual musical de homenagem aos mortos da Guerra de há 100 anos, que já se tornou uma tradição e um chamariz de turistas à zona.

No teto dos Portões de Menin estão inscritos os nomes dos mais de 54 mil soldados britânicos e da Commonwealth que perderam a vida na guerra e que não têm sepultura conhecida.

François Hollande, por fim, iniciou em Paris a agenda das comemorações francesas. Pela manhã, o presidente gaulês depositou uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, no Arco do Triunfo. À tarde, rumou ao norte do país e, perante oficiais britânicos, belgas e alemães, inaugurou, em Notre-Damme-de-Lorette, um memorial internacional a mais de 600 mil nomes de soldados mortos em combate e cujos nomes ali foram inscritos sem qualquer referência ao país de origem.