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Loïck Peyron provou que o tamanho não é tudo

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Loïck Peyron provou que o tamanho não é tudo

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A vitória de Loïck Peyron na décima edição da Rota do Rum permitiu ao velejador francês estabelecer um novo recorde na regata, mas também lhe permitiu quebrar um velho mito: o tamanho não é o mais importante.

A bordo do Banque Populaire VII, de 32 metros e que normalmente requer uma tripulação de 14 pessoas, Peyron derrotou Yann Guichard, a bordo do gigante Spindrift, de 40 metros.

O vencedor não tem dúvidas em afirmar que maior não é necessariamente melhor: “Ninguém esperava ver um veleiro de 40 metros numa prova em solitário. Ficou provado, sem qualquer dúvida, que atualmente o tamanho ideal é 30 metros. Talvez mude daqui a quatro anos mas é um barco relativamente grande, relativamente leve e manobrável por uma simples pessoa.”

Afinal de contas, o tamanho não é necessariamente uma vantagem quando não há ninguém por perto para ajudar, como aprendeu o segundo classificado: “Atravessava uma tempestade, com ventos de 15 a 20 nós, que subiram até aos 30 nós e de repente, no espaço de dois segundos, o vento desapareceu. Tinha uma vela de mil metros quadrados a cair-me em cima, ondas de dois metros que balançavam o barco em todas as direções e não conseguia bloquear o leme. Demorei uma hora e meia para amainar as velas. Foi um dos momentos de maior stress durante a regata.”

O tamanho está longe de ser uma garantia de sucesso e numa competição como estas, o melhor é mesmo apostar em fórmulas com resultados comprovados. Afinal de contas, o veleiro que Peyron usou para vencer a regata foi precisamente o mesmo que Franck Cammas tinha usado na sua vitória de 2010.