Última hora

Última hora

"Endless River" marca o desaguar da carreira discográfica dos Pink Floyd

Em leitura:

"Endless River" marca o desaguar da carreira discográfica dos Pink Floyd

Tamanho do texto Aa Aa

Os Pink Floyd estão de regresso aos discos 20 anos depois. “Endless River”, é o 15.° e último álbum da carreira do grupo, que assim, tudo o indica, se despede do ativo. Precedido de grande expectativa, este novo álbum foi lançado a 10 de novembro, já detentor do recorde de disco mais reservado em pré-venda da história da loja de internet Amazon. Em Portugal, em menos de 24 horas após o lançamento, já era disco de ouro, o equivalente a 7500 unidades vendidas.

Dividido em quatro partes, “Endless River” integra 18 temas. Boa parte deles é oriunda das sessões de gravação de “The Division Bell”, o antecessor, editado há duas décadas e já reeditado este ano. “Já me tinha esquecido de muitas coisas, mas a essência do que o Rick (Wright), eu e o Nick (Mason) fizémos juntos naquela altura ainda lá está e de uma forma muito, muito óbvia. Por isso, foi rápido e fácil decidir que devíamos voltar a trabalhar nestes temas e lançá-los”, explicou David Gilmour, o guitarrista contratado para o grupo em dezembro de 1967, após a edição do primeiro álbum (“The Paper at the Gates o Dawn”) e, sobretudo, por causa do agravar da grave depressão e intenso uso de LSD de Syd Barret, afastado do grupo no decorrer de 1968.

David Gilmour e Nick Mason são os dois membros atuais dos Pink Floyd. Roger Waters deixou o grupo há quase 30 anos e prosseguiu uma carreira a solo, utilizando nos concertos vário repertório dos seus tempos nos Floyd. Richard Wright morreu em 2008, vítima de um cancro, mas ainda participa em “Endless River.”

Para lá da música, os Pink Floyd são também conhecidos pelo psicadelismo. O criativo Aubrey Powell colabora com o grupo há quatro décadas e vê neste novo disco uma mudança. “Este disco em particular é muito diferente dos anteriores. Apesar de tudo indicar poder ser o último álbum dos Pink Floyd – nunca digas nunca – este é um registo mais ambiental. Baseia-se em música gravada na mesma altura do ‘The Division Bell’. Por isso, requeria algo um pouco diferente. Como pode muito ser o último álbum deles, tinha também de ser algo mais suave e um pouco mais abstrato. Não algo tão sociologicamente consciente”, explicou Powell.

Com o regresso aos palcos posto de parte, “Endless River” representa agora o adeus definitivo dos Pink Floyd aos estúdios. Até ver.