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Austrália: G20 reúne-se no meio de críticas e sob pressão

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Austrália: G20 reúne-se no meio de críticas e sob pressão

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Os líderes das 20 maiores economias mundiais reúnem este fim-de-semana, em Brisbane, na Austrália, com uma agenda virada para as questões económicas.

Em discussão vão estar o crescimento económico, a proteção do sistema bancário e as medidas contra a evasão fiscal por parte das grandes multinacionais.

Temas comuns ao G20, que deixa fora da agenda as grandes temáticas da atualidade.

O próximo lider do grupo, o primeiro-ministro turco, Ahmet Davutoglu, pede inclusão, sobretudo dos países mais pobres e diz que o G20 não deveria representar apenas os interesses dos vinte mais ricos, mas devia ter uma agenda global e que a relação entre o G20 e os países de fora do grupo é tão importante como as relações entres os membros do G20”

Muitos críticos perguntam-se para que serve exatamente esta reunião?

Sem um tratado ou um instrumento legal para apoiar as decisões, sem capacidade de obrigar os membros a pôr em práticas as medidas adotadas, o G20 mostra-se cada vez mais como um grupo sem eficácia, cuja credibilidade está também a ser posta em causa pela incapacidade para assumir compromissos ou responder às questões que mais preocupam as sociedades.

Desta vez, ficaram de fora da agenda oficial as principais questões da atualidade como: a epidemia do Ébola, as mudanças climáticas, a crise na Ucrânia, ou a luta contra o terrorismo.

Por isso, em Sidney, centenas de pessoas reuniram-se numa praia, num protesto simbólico com a cabeça enterrada na areia.