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"Greve social" em toda a Itália contra a reforma das leis laborais

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"Greve social" em toda a Itália contra a reforma das leis laborais

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Sexta-feira de “greve social”, em Itália, rima com sexta-feira de confrontos entre manifestantes e polícia, especialmente em Pádua, onde vários agentes ficaram feridos.

A polícia impediu os manifestantes de alcançarem a sede do Partido Democrático, a formação política do chefe do governo, Matteo Renzi.

Sindicatos, associações de estudantes, organizações de trabalhadores precários e grupos diversos convocaram, para esta sexta-feira, mais de duas dezenas de manifestações, em todo país.

Em causa, o Jobs Act, um nome “pomposamente americano” – criticam alguns – para uma lei que visa flexibilizar o mercado de trabalho e, consequentemente, os despedimentos.

Maurizio Landini, o secretário-geral da FIOM, a Federação italiana dos Trabalhadores Metalúrgicos, explica: “Este é o momento de, todos juntos, defendermos os direitos do trabalho e dizermos a este governo que está na hora de mudar de rumo porque está a levar-nos para o precipício!”

Na mesma manifestação, em Milão, participou Susanna Camusso. A secretária-geral da CGIL, a Confederação Geral dos Trabalhadores Italianos, acrescenta: “O desemprego está a crescer. Não há uma política industrial, é necessário investimento para criar novos postos de trabalho e não podemos deixar ao critério das empresas o futuro do desenvolvimento do país”.

Quanto à capital, esteve paralisada pela greve dos transportes. Os profissionais do setor juntaram-se, no protesto, a estudantes, imigrantes e vários trabalhadores de outras áreas. Os protestos foram mais pacíficos, em Roma, o que não impediu, mesmo assim, o rebentamento de alguns petardos, próximo do ministério da Economia.