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Myanmar: Obama defende candidatura de San Suu Ki

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Myanmar: Obama defende candidatura de San Suu Ki

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Uma escala em Myanmar, antes de viajar para a Austrália. Na sua segunda visita à antiga Birmânia, Barack Obama falou sobre as reformas em curso, no país e encontrou-se com Aung San Suu Ki.

O presidente norte-americano teceu críticas à atual constituição, redigida pela junta militar, e que impede a também prémio Nobel da paz de ser candidata à presidência por os filhos não terem nacionalidade birmanesa.

“A revisão constitucional em curso deve refletir a inclusão – e não a exclusão. Por exemplo, não percebo a alínea que impede alguém de se candidatar à presidência por causa de quem são os seus filhos. A mim, não me faz sentido”, afirmou Barack Obama.

É a primeira vez que o presidente norte-americano toma uma posição tão claramente favorável ao futuro político da opositora birmanesa.

Aung San Suu Ki, por seu lado, explica: “Estamos a pedir a revisão constitucional, não por querermos ganhar uma causa, mas porque pensamos que certas alterações são necessárias para que este país seja uma verdadeira democracia, respeitadora da vontade do povo.”

Uma das alterações desejadas por Aung San Suu Ki é dar o direito de voto a minorias, como o povo rohingya.

As eleições presidenciais estão previstas para o próximo ano mas as reformas políticas e económicas iniciadas há dois anos, parecem, atualmente, estagnadas.