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Palestinianos sem paz nem reconciliação dez anos após a morte de Arafat

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Palestinianos sem paz nem reconciliação dez anos após a morte de Arafat

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Centenas de palestinianos recordaram ontem, na capital egípcia, o décimo aniversário da morte de Yasser Arafat, quando o processo de paz iniciado pelo líder histórico parece mais distante do que nunca.

A cerimónia ocorre num contexto de tensão crescente no território entre as principais fações palestinianas e num momento em que os incidentes das últimas semanas em Jerusalém-leste voltam a dificultar as vias de diálogo com Israel.

Para o responsável da Fundação Arafat, Nasser al-Kodwa, “o povo palestiniano continua a sentir falta de Arafat e a inspirar-se no seu legado para atingir os mesmos objetivos”.

As celebrações no Cairo coincidem com os ataques contra as residências de líderes do movimento Fatah, em Gaza, que destruíram igualmente o local onde deveria ser assinalado o aniversário, no centro da cidade.

Dez anos após a morte de Arafat, em circunstâncias que permanecem até hoje pouco claras, a via do consenso preconizada pelo antigo líder parece chegar a um impasse, ao mesmo tempo que vários países europeus reconhecem, de forma unilateral, e pela primeira vez, a existência de um estado palestinano.