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Marcha pelos direitos das mulheres no Quénia

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Marcha pelos direitos das mulheres no Quénia

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Centenas de pessoas, na sua maioria mulheres, marcharam pelas ruas de Nairobi, a capital do Quénia, pela defesa dos direitos das mulheres e pelo fim das agressões de que estas são vítimas.

A manifestação acontece depois de uma série de ataques a mulheres, em praça pública, como forma de represália pela forma como estavam vestidas. Na internet circulam dois vídeos, de ataques a mulheres, nos quais se vê homens a rasgarem as suas roupas, por considerarem que estas são inapropriadas. Para os defensores dos direitos humanos a situação é inaceitável:

“Prendam essas pessoas. São criminosos! Qualquer pessoa que toque numa mulher deve ser presa e acusada de agressão sexual”, afirma Boniface Mwangi, um dos ativista.

Defensores deste tipo de ações também se manifestaram, para marcar a sua posição. Num país dividido, esta é uma opinião que é partilhada também por algumas mulheres:

“Usar uma minissaia em frente a um homem está errado, é como se estivessem nuas e, por isso, deve ser-lhes dada uma lição”, afirma uma varredora.

Com esta manifestação, os organizadores, o grupo “Mães de Kilimani”, pretendia chamar a atenção para a situação de violência contra as mulheres e para o facto de os tribunais deixarem, estes casos, caírem no esquecimento.