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Rota do Rum: A idade é um posto mas não é tudo

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Rota do Rum: A idade é um posto mas não é tudo

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Atravessar o Atlântico em solitário exige uma grande disponibilidade física mas na décima edição da Rota do Rum, o que não falta são exemplos para provar que velhos são os trapos.

A maior parte dos concorrentes na rota do rum já chegou a Pointe-à-Pitre mas continuam em prova alguns velhos lobos-do-mar. O inglês Sir Robin Knox Jonhston, uma verdadeira lenda da vela é o expoente máximo e encontra-se na luta pelo segundo lugar na classe Rhum.

Já o francês Bob Escoffier chegou de avião depois de ter naufragado: “Estava a dormir quando ouvi um barulho de água anormal na proa. Fui ver e já havia um metro de água no convés. Tentei amainar as velas mas demorei uns 20 ou 25 minutos. A água já submergia metade do motor por isso sabia que tudo estava perdido. Uma hora e um quarto depois era resgatado pelo helicóptero e deixava o meu barco para trás.”

E se Bob Escoffier viu o seu sonho ir por água abaixo, o decano dos skippers continua a caminho de Guadalupe. Aos 75 anos de idade, Sir Robin Knox-Johnston não perde o entusiasmo que o levou a tornar-se no primeiro navegador a dar a volta ao mundo em solitário e sem escalas em 1969.

Para o inglês, a idade é mesmo um posto: “como sou o mais velho tenho mais experiência. Acontece o mesmo com o Loïck Peyron, temos essa vantagem. Já nada nos assusta, já passámos por todo o tipo de situações. Não quer dizer que sejamos menos cautelosos, antes pelo contrário, corremos menos riscos.”