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Um olhar sobre a Revolução de Veludo há 25 anos

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Um olhar sobre a Revolução de Veludo há 25 anos

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No aniversário dos 25 anos da Revolução de Veludo que, em 1989, derrubou a ditadura comunista checoslovaca, os cidadãos da República Checa e da Eslováquia lembram a data com emoções desencontradas, entre o otimismo pela liberdade recuperada e a deceção pelos sonhos que não chegaram a realizar-se.

Uma marcha pacífica de estudantes, com início no campus universitário e concentração final na mítica Praça Venceslau, pretendia assinalar a morte de Jean Opletal e o encerramento das universidades checas pelos nazis. A manifestação foi fortemente reprimida pela polícia, facto que desencadeou uma onda de eventos que iria durar até final do ano e que congregou um número crescente de participantes.

O Fórum Cívico foi formado pelos jovens dissidentes, representantes culturais, académicos e católicos no dia 19 de novembro. Vaclav Havel sobressaiu logo como líder.

No dia 24, o comité central do Partido Comunista demitiu-se em peso. A queda foi muito simbólica na Europa de Leste e no mundo.

Um mês depois, a 29 de dezembro, Vaclav Havel foi eleito presidente do país.

A queda do comunismo foi uma fase transitória: em 1992, por causa das crescentes tensões devidas ao nacionalismo, a Checoslováquia dissolveu o parlamento, pacificamente.

No dia 1 janeiro de 1993 separou-se em dois países independentes: República Checa e República da Eslováquia.

Hoje, apenas 61% dos checos e 51% dos eslovacos têm uma impressão positiva dos eventos desse outono.