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Polícia indiana deteve o mais procurado guru do último ano

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Polícia indiana deteve o mais procurado guru do último ano

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A polícia indiana continua a procurar explosivos no “ashram” (retiro espiritual) no norte da Índia, do guru detido, depois de violentos confrontos com milhares de seguidores, durante 24 horas, onde os corpos de quatro mulheres e de uma criança tinham sido encontrados.

Adeptos do autoproclamado guru, Rampal Maharaj, que é acusado de uma série de crimes, incluindo conspiração para assassinar, cercaram durante vários dias o ashram, armados com pedras, e explosivos caseiros e outras armas, depois de um tribunal ter ordenado a a detenção.
O guru recusou responder a diversas convocações da Justiça.

A detenção só se efetuou depois dos agentes policiais usarem jatos de água e bombas de gás lacrimogénio para afastar a multidão do local.

As forças de segurança encontraram os corpos nna madrugada de quarta-feira, um dia depois de terem entrado no vasto retiro de Maharaj, de 63 anos. A invasão foi seguida de intensos confrontos com os seguidores.

Segundo o diretor geral da polícia indiana, SN Vashist, os corpos foram levados para o hospital onde serão realizadas as autópsias para analisar as causas exatas das mortes.

A polícia acredita que o bebé, de 18 meses, tenha morrido de causas naturais.

Durante os confrontos no “ashram”, um adepto da seita deste guru, que sofria de problemas cardíacos, morreu a caminho do hospital, explicou Vashist.

Alguns fieis afirmaram que foram mantidos contra a sua vontade, para servirem de escudos humanos, no “ashram” de Maharaj, que se considera uma reencarnação de Kabir, poeta místico do século XV.

A Índia registou vários escândalos semelhantes nos últimos anos, em sua maioria protagonizados por hindus que afirmam possuir poderes místicos. Em 2013, um deles foi acusado de agressão sexual contra uma menor de idade.