Obama abre portas à legalização em massa de imigrantes clandestinos

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De  Euronews
Obama abre portas à legalização em massa de imigrantes clandestinos

<p>As famílias de imigrantes ilegais a viver nos Estados Unidos vão ter um acesso mais fácil à legalização. Foi o que anunciou o presidente Barack Obama.</p> <p>O decreto presidencial que visa impedir a deportação de um grande número de imigrantes, que pode ultrapassar os quatro milhões, não é uma amnistia, mas sim uma reparação, como Obama explicou.</p> <p>O decreto nasce depois da oposição dos republicanos, no Congresso, à criação de uma nova lei sobre o tema.</p> <p>“Se está na América há mais de cinco anos, se tem filhos que são cidadãos americanos ou residentes legais, se se registar, se passar por um controlo do cadastro criminal e se estiver disposto a pagar a sua quota-parte de impostos, então pode candidatar-se a ficar no país por um período temporário, sem medo de ser deportado. Pode sair da sombra e pôr-se de acordo com a lei. É disso que se trata”, disse Obama no discurso perante a nação, em que detalhou o plano.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>The President is taking action to help fix our immigration system—now Congress must do its part. <a href="https://twitter.com/hashtag/ImmigrationAction?src=hash">#ImmigrationAction</a> <a href="http://t.co/c8dop8kh0j">pic.twitter.com/c8dop8kh0j</a></p>— Barack Obama (@BarackObama) <a href="https://twitter.com/BarackObama/status/535615602618929153">November 21, 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> </p> <p>Ao mesmo tempo que anunciou esta nova esperança para os muitos imigrantes clandestinos que vivem honestamente na América, Obama anunciou também que a lei passaria a ser mais dura com os imigrantes ilegais que cometem crimes, que serão deportados mais rapidamente.</p> <p>O presidente anunciou ainda um reforço das fronteiras, com um aumento do número de agentes de segurança que controlam as entradas no país.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" lang="en"><p>The president says he’s acting on his own. But that is just NOT how our democracy works. <a href="http://t.co/Lcxwb2pctb">http://t.co/Lcxwb2pctb</a></p>— Speaker John Boehner (@SpeakerBoehner) <a href="https://twitter.com/SpeakerBoehner/status/535565967070617602">November 20, 2014</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>“Ao agir de forma unilateral poucas semanas depois de uma derrota estrondosa dos democratas, Obama assume um grande risco. Os americanos não gostam de ver o presidente agir sozinho, mesmo se apoiam um caminho para a cidadania dos imigrantes. Os republicanos estão furiosos. Alguns querem levá-lo a tribunal, bloquear as ações dele ou puni-lo de outra forma. Mas isso também é arriscado, porque deixa o partido numa posição arriscada perante os eleitores hispânicos. O que quer que aconteça, estão lançadas as bases de uma guerra política que pode durar até às eleições presidenciais de 2016”, relata o correspondente da euronews em Washington, Stefan Grobe.</p>