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Obama abre portas à legalização em massa de imigrantes clandestinos

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Obama abre portas à legalização em massa de imigrantes clandestinos

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As famílias de imigrantes ilegais a viver nos Estados Unidos vão ter um acesso mais fácil à legalização. Foi o que anunciou o presidente Barack Obama.

O decreto presidencial que visa impedir a deportação de um grande número de imigrantes, que pode ultrapassar os quatro milhões, não é uma amnistia, mas sim uma reparação, como Obama explicou.

O decreto nasce depois da oposição dos republicanos, no Congresso, à criação de uma nova lei sobre o tema.

“Se está na América há mais de cinco anos, se tem filhos que são cidadãos americanos ou residentes legais, se se registar, se passar por um controlo do cadastro criminal e se estiver disposto a pagar a sua quota-parte de impostos, então pode candidatar-se a ficar no país por um período temporário, sem medo de ser deportado. Pode sair da sombra e pôr-se de acordo com a lei. É disso que se trata”, disse Obama no discurso perante a nação, em que detalhou o plano.

Ao mesmo tempo que anunciou esta nova esperança para os muitos imigrantes clandestinos que vivem honestamente na América, Obama anunciou também que a lei passaria a ser mais dura com os imigrantes ilegais que cometem crimes, que serão deportados mais rapidamente.

O presidente anunciou ainda um reforço das fronteiras, com um aumento do número de agentes de segurança que controlam as entradas no país.

“Ao agir de forma unilateral poucas semanas depois de uma derrota estrondosa dos democratas, Obama assume um grande risco. Os americanos não gostam de ver o presidente agir sozinho, mesmo se apoiam um caminho para a cidadania dos imigrantes. Os republicanos estão furiosos. Alguns querem levá-lo a tribunal, bloquear as ações dele ou puni-lo de outra forma. Mas isso também é arriscado, porque deixa o partido numa posição arriscada perante os eleitores hispânicos. O que quer que aconteça, estão lançadas as bases de uma guerra política que pode durar até às eleições presidenciais de 2016”, relata o correspondente da euronews em Washington, Stefan Grobe.