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Rota do Rum: A chegada da segunda mulher e do velejador sem mão

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Rota do Rum: A chegada da segunda mulher e do velejador sem mão

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Depois de Anne Caseneuve, vencedora da categoria “Rum”, Miranda Merron foi a segunda mulher a terminar a edição deste ano da Rota do Rum, regata transatlântica em solitário, que a cada quatro anos liga França às Caraíbas. Cerca de seis horas após a britânica, sexta classificada da “Classe40”, chegou a Guadalupe, ainda na quinta-feira à noite, o campeão paralímpico de Atenas 2004, Damien Seguin, velejador que nasceu sem a mão esquerda, mas que nem por isso recuou perante a aventura de cruzar sozinho o Atlântico.

“Foi difícil. Mesmo muito difícil. Sem energia, não se pode fazer grande coisa se não esperar bom tempo. Não posso manejar o barco como os outros, nem tão pouco descansar como eles”, lembrou Seguin, que figura na classificação em oitavo da “Classe40.”


A acompanhar esta edição do Rota do rum esteve o enviado especial da euronews, Remi Pelletier, que desta vez nos levou até às ruas de Terre-de-Haut, nas ilhas Les Saintes, no arquipélago de Guadalupe. “Estas ilhas foram descobertas por Cristóvão Colombo. Um museu relata-nos as batalhas navais entre ingleses e franceses, que se passaram aqui ao largo. Cerca de 350 mil turistas visitam estas ilhas todos os anos e aqui praticam vela. Nesta edição vamos conhecer o maior centro de formação de ‘skippers’ no arquipélago: o Guadalupe Grand Large”, lança Pelletier.

Jean-Paul Ficher é o presidente do centro, onde “a ideia é formar velejadores de Guadalupe que no futuro possam competir nas melhores regatas do Mundo”. “Durante três meses, iniciamos os jovens na vela e, nos três meses seguintes, escolhemos os que entendemos poderem vir a tornar-se profissionais”, explicou-nos Ficher.


Victor Jean-Noël é o responsável pelas regatas promovidas pelo Guadalupe Grande Large: “Existe, aqui, uma verdadeira preocupação com este desporto. Com os problemas colocados pelas regatas, com as performances dos ‘skippers’, mas sobretudo com a inserção profissional.”

Erwan Leroux não tem dúvidas: “A maior prenda para Guadalupe será quando um dia um guadalupense ganhar a Rota do Rum”. “Já é possível”, avisou o “skipper” francês, vencedor da “Classe50.”