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Polícia que alvejou jovem afro-americano em Ferguson não vai a tribunal

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Polícia que alvejou jovem afro-americano em Ferguson não vai a tribunal

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O polícia norte-americano que matou a tiro um jovem afro-americano desarmado na localidade de Ferguson, no Estado do Missouri em agosto, não vai enfrentar a Justiça.

O grande júri que estudou o caso decidiu não avançar com nenhuma das cinco eventuais acusações contra Darren Wilson.

No anúncio da decisão, o procurador do condado de Saint Louis explicou que, analizada a totalidade das provas disponíveis e consultadas todas as testemunhas, não existe “causa provável” para avançar com as acusações. Bob McCulloch disse que, nalguns casos, as provas físicas desacreditaram os relatos das testemunhas.

No exterior, centenas de pessoas exigiam que Wilson fosse levado a tribunal e a decisão do grande júri, depois de três meses de deliberações, promete elevar as tensões em Ferguson. Antecipando a situação, as autoridades tinham decidido um reforço da presença das forças de segurança no subúrbio de Saint Louis e o FBI e a Guarda Nacional estão dispostos a intervir na eventualidade de novos distúrbios. A família de Brown disse estar “muito desapontada”, mas fez um apelo à calma. A morte de Michael Brown, de 18 anos de idade, tinha motivado motins noturnos e várias manifestações denunciando, nomeadamente, o tratamento dado pela polícia às minorias étnicas.