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Ferguson: Obama critica violência mas compreende a "frustração" das pessoas

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Ferguson: Obama critica violência mas compreende a "frustração" das pessoas

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O caso de Ferguson voltou a mergulhar os Estados Unidos num clima de tensão racial.

A opinião pública protesta contra a decisão de um grande júri de não avançar com as acusações contra o polícia que matou a tiro em agosto o jovem afro-americano Michael Brown.

Depois dos motins registados na véspera, Barack Obama defendeu que a indignação não justifica a violência. O presidente norte-americano disse que não sente “simpatia para com aqueles que pensam que o que aconteceu em Ferguson é uma desculpa para a violência”, nem para com os que “destroem as suas próprias comunidades”. Obama frisou, no entanto, que percebe “a imensa maioria das pessoas que apenas se sentem frustradas ou feridas pelo sentimento de que talvez algumas comunidades não sejam tratadas de forma justa e alguns indivíduos não sejam considerados tão dignos como outros”.

O Presidente norte-americano tentou apaziguar a revolta que incendiou as ruas, mas a população não encontra justificação para os atos do polícia, que deu, entretanto, explicações públicas.

Em entrevista à ABC News, Darren Wilson disse estar de “consciência tranquila” porque efetuou o seu trabalho “segundo as regras”. O polícia afirmou ter sido agredido por Brown antes da perseguição que terminou com o jovem de 18 anos a ser alvejado várias vezes, uma das quais na cabeça.

Wilson alega que o jovem desarmado não obedeceu às ordens para parar e que o acabou por atingir quando este estava em fuga.

A indignação promete continuar nos Estados Unidos, pelo menos até serem conhecidas as conclusões dos dois inquéritos independentes em curso, relacionados com o caso. O Departamento de Justiça quer saber, por um lado, se os direitos civis de Michael Brown foram violados e, por outro, se a polícia local mantém práticas discriminatórias em relação a partes da população.