Última hora

Última hora

Polícia que matou Michael Brown conta, pela primeira vez, a sua história

Em leitura:

Polícia que matou Michael Brown conta, pela primeira vez, a sua história

Tamanho do texto Aa Aa

Após o veredicto do júri, do condado de St. Louis, que iliba de quaisquer acusações o polícia que matou Michael Brown, a família deposita as suas esperanças na justiça federal.

O FBI e o Departamento de Justiça estão a fazer uma investigação especial para responder a uma pergunta: será que o polícia Wilson violou os direitos civis de Michael Brown?

Pela primeira vez, este polícia, que continua de licença administrativa, contou a sua versão dos acontecimentos. Explicou que o adolescente começou por atingi-lo no rosto e que, antes de usar pela primeira vez a sua arma, temeu ser morto:

“(…) Ele ignorou todas as instruções que lhe dei e continuou a correr. Então, depois de ele começar a correr, disparei uma série de tiros e, pelo menos um, atingiu-o. Eu vi o vacilar.

George Stephanopoulos, jornalista da ABC: Há alguma coisa que pudesse ter feito para evitar esta morte?

Darren Wilson: Não.

Jornalista: Nada?

Darren Wilson: Não.

Jornalista: E está, absolutamente, convencido, quando analisa a situação, com o seu coração e a cabeça, que se Michael Brown fosse branco as coisas teriam ocorrido da mesma maneira?

Darren Wilson: Sim.

Jornalista: Não tem dúvidas?

Darren Wilson: Não, não tenho.

Jornalista: Está de consciência tranquila.

Darren Wilson: Estou porque sei que me limitei a cumprir o meu dever.”

Um dos atores-chave no caso é o Procurador-geral dos Estados Unidos da América, Eric Holder, que tem tentado, desde o início, apaziguar as hostes, anunciando a abertura de uma investigação a nível federal. Mas, três meses depois, ainda não anunciou quando estará concluída:

“As investigações vão prosseguir e vão continuar a ser independentes. Serão conduzidas de forma rigorosa e o mais rápido possível para que possamos seguir em frente, tão rapidamente quanto possível para restaurar a confiança e promover a cooperação entre as autoridades policiais e a comunidade”, explicou Holder.

Mas os peritos estão pessimistas quanto à hipótese de acusação no campo dos direitos civis. É preciso provar que o polícia usou uma força excessiva.