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SIDA: vitória dos anti-retrovirais não evita nova batalha pela prevenção

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SIDA: vitória dos anti-retrovirais não evita nova batalha pela prevenção

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Um dia mundial de luta contra o vírus da SIDA marcado pelo otimismo, pela primeira vez em mais de trinta anos. As principais organizações não governamentais falam do “início do fim da luta” contra a pandemia que provocou mais de 40 milhões de mortos em todo o mundo.

Na África do Sul, um em cada dez habitantes vive e sobrevive com o vírus graças à generalização dos tratamentos anti-retrovirais na última década.

Mas, como sublinha aa representante da “ONGTAC, Portia Serote: “o problema agora está ao nível da prevenção, uma vez que há cada vez mais gente a não utilizar preservativos. As campanhas centram-se mais nos tratamentos sem encorajar as pessoas a pensar na prevenção e esse é o problema atual”.

Os tratamentos permitiram aumentar a esperança de vida na África do Sul em mais de seis anos. Em todo o continente africano mais de 13 milhões de pessoas infetadas beneficiam atualmente de anti-retrovirais, um número que tem ainda que ser duplicado para poder cumprir o objetivo da ONU de erradicar o vírus até 2030.

“Os maiores desafios vêm das populações mais vulneráveis e com mais risco de contrair o vírus. Especialmente a comunidade gay, os trabalhadores do sexo e seus clientes e os toxicodependentes. As pessoas continuam a não beneficiar do mesmo acesso aos tratamentos”, afirma o Dr. Gottfried Hirnschall, responsável do departamento de luta contra o HIV, na Organização Mundial de Saúde (OMS).

A China encontra-se entre as regiões prioritárias para a OMS, onde o número de infetados supera o meio milhão indicado pelos registos oficiais e quando apenas metade das pessoas atingidas pelo vírus beneficiam atualmente de tratamentos anti-retrovirais.