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BCE não muda política mas baixa previsões económicas

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BCE não muda política mas baixa previsões económicas

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O Banco Central Europeu, agora na nova sede em Frankfurt, decide esperar por 2015 para reavaliar a política de estímulos à economia.

A instituição manteve a taxa de juro de referência perto de zero, o mínimo histórico, e, antes de voltar a agir quer ver os resultados das medidas já implementadas.

No seio do Conselho de Governadores, Mario Draghi enfrenta a oposição da Alemanha à compra de dívida soberana.

Após a reunião mensal, o presidente do BCE reiterou: “Caso seja necessário, face ao risco de um período prolongado de inflação baixa, o Conselho de Governadores é unânime no seu compromisso de usar mais instrumentos não convencionais no quadro do seu mandato. Isto implicaria a alteração, no início do próximo ano, do tamanho, do ritmo e da composição das nossas medidas. Em resposta ao pedido do Conselho de Governadores, os funcionários do BCE intensificaram os preparativos técnicos para novas medidas”.

O BCE reconhece que a retoma da zona euro é muito fraca e baixou as previsões.

Para este ano, espera agora um crescimento de 0, 8% e uma inflação de 0,5%, refletindo a queda dos preços da energia.

O analista Trevor Williams considera que “as respostas para melhorar a retoma da zona euro são reformas estruturais aliadas a uma flexibilização monetária e, talvez, mais estímulos mais tarde”. E adianta: “Todos sabemos que é difícil implementar reformas estruturais. Do lado monetário, é claro que cabe a Mario Draghi acionar as alavancas que puder”.

Baixaram também as previsões para o próximo ano. O crescimento deverá rondar 1% e a inflação 0,7%. Os riscos geopolíticos penalizam a confiança e o investimento privado na zona euro, como mostram os mais recentes indicadores.