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Rapamicina poderá prologar a vida dos cães

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Rapamicina poderá prologar a vida dos cães

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A amizade entre o homem e o cão dura há mais de dez mil anos. Uma relação desigual já que a esperança de vida canina é muito inferior à dos humanos

A amizade entre o homem e o cão dura há mais de dez mil anos. Uma relação desigual já que a esperança de vida canina é muito inferior à dos humanos.

Para prolongar o companheirismo entre o animal e o seu dono, cientistas da Universidade de Washington em Seattle testam um novo medicamento.

O fármaco chamado rapamicina é usado normalmente em transplantes de órgãos.

“Não servirá apenas para prolongar a vida dos cães, a rapamicina vai ajudar a resolver problemas relacionados com a idade ao nível cardíaco e para prevenir o cancro. O sistema imunitário e as funções cognitivas melhoram”, explicou Matthew Kaeberlein, professor de patologia na Universidade de Washington em Seattle.

Os testes em cães poderão abrir portas a outras utilizações da rapamicina, uma substância descoberta em 1970.

O fármaco poderá desempenhar um papel importante na chamada medicina preventiva para ajudar a evitar as doenças em seres humanos.

“É uma forma mais eficiente de promover a saúde em vez de esperar que a pessoa fique doente e só tratar a doença nessa altura”, acrescentou o investigador.

O cão é uma espécie ideal para realizar este tipo de pesquisa devido à grande variabilidade genética da espécie.

“Uma das coisas mais fantásticas em relação aos cães é o facto de serem uma das espécies com um maior nível de diversidade genética. Quando colocamos lado a lado um dogue alemão e um Chihuahua mesmo uma criança pode constatar a incrível variedade da espécie”, sublinhou Daniel Promislow, professor de patologia e biologia na Universidade de Washington, em Seattle.

O termo “rapamicina” vem do nome nativo da Ilha de Páscoa, Rapa Nui. A substância foi descoberta na sequência de pesquisas realizadas por investigadores brasileiros em 1965.