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EUA: sindicatos apoiam polícia que asfixiou suspeito negro

Milhares de pessoas manifestaram-se pela segunda noite consecutiva em Nova Iorque e noutras cidades dos Estados Unidos contra a impunidade da

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EUA: sindicatos apoiam polícia que asfixiou suspeito negro

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Milhares de pessoas manifestaram-se pela segunda noite consecutiva em Nova Iorque e noutras cidades dos Estados Unidos contra a impunidade da polícia, depois de um grande júri ter absolvido um agente que asfixiou um suspeito negro.

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Enquanto imobilizava o indivíduo, é verdade que ele disse 'não consigo respirar', mas os agentes e equipas médicas fizeram o que deviam.

Os protestos foram maioritariamente pacíficos, mas à chegada à emblemática Times Square registaram-se alguns momentos tensos, com várias dezenas de detenções.

O presidente de um dos sindicatos de polícia de Nova Iorque negou que o caso polémico constitua um estrangulamento. Patrick Lynch diz que “o agente foi enviado para o local para fazer um trabalho difícil. Enquanto imobilizava o indivíduo, é verdade que ele disse ‘não consigo respirar’, mas os agentes e equipas médicas fizeram o que deviam. Quem fala, consegue respirar. Ele morreu por várias razões, mas o grande júri percebeu que não morreu estrangulado”.

O presidente da Câmara de Nova Iorque apelou a protestos pacíficos e disse que a polícia vai efetuar novos treinos num esforço para melhorar as relações com a população.

Eric Garner morreu, segundo o médico legista, devido à compressão do pescoço e peito, amplificada pela asma e obesidade. A técnica usada pelo polícia Daniel Pantaleo para o imobilizar, chamada “chokehold”, é proíbida pelo Departamento de Polícia de Nova Iorque.