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EUA: Relatório do Senado compromete CIA

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De  Fernando Peneda  com LUSA/REUTERS
EUA: Relatório do Senado compromete CIA

<p>Um relatório divulgado terça-feira pelo Senado norte-americano sublinha que as técnicas de interrogatório usadas pela <span class="caps">CIA</span> em suspeitos de terrorismo após os atentados de 11 de setembro foram mais brutais do que alguma vez admitiu aquela agência.</p> <p>O documento, da responsabilidade da Comissão sobre Serviços de Informação do Senado, denuncia a detenção secreta de uma centena de homens suspeitos de terem ligações com a Al-Qaida, no âmbito de um programa secreto autorizado pelo então presidente George W. Bush.</p> <p>“Nunca há uma altura ideal para revelar relatórios como este, mas creio que foi importante para nós constatar que o que nos distingue dos outros, é reconhecermos quando fazemos algo de errado”, disse o presidente Barack Obama.</p> <p>Foi a presidente da comissão, a senadora democrata Dianne Feinstein, que fez a apresentação do resumo do relatório desclassificado de 525 páginas:</p> <p>“Temos uma boa ideia do que aconteceu. Sabemos onde estavam os problemas, onde estavam alguns dos erros cometidos e queremos que isto nunca mais se repita. Por isso, que fique claro: nunca mais!”</p> <p>Em 20 conclusões implacáveis para a <span class="caps">CIA</span>, o resumo acusa ainda a agência de ter submetido 39 detidos a métodos considerados como brutais durante vários anos.</p> <p>“É contrária aos nossos valores, ideais e princípios a prática de todas estas ações. Em segundo lugar, acho que não nos proporcionou informações úteis. É o que testemunha o relatório”, disse o senador Angus King.</p> <p>O correspondente da Euronews em Washington esteve no Senado:</p> <p>“O <span class="caps">FBI</span> avisou que o relatório pode levar a ameaças terroristas contra interesses americanos em todo o mundo. Isso é exatamente o que a Comissão do Senado quer evitar, dizendo a verdade”, concluiu Stefan Grobe.</p>