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Itália: Greve geral contra Matteo Renzi

A Itália foi paralisada com uma greve geral de um dia, em protesto contra as políticas do governo de Matteo Renzi.

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Itália: Greve geral contra Matteo Renzi

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A Itália vive um dia de greve geral, contra as políticas do governo de Matteo Renzi.

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O Estado não quer que pensemos livremente. Quer que sejamos soldados a obedecer às leis do governo. Estou farta de ficar quieta.

É a maior contestação popular desde que o atual primeiro-ministro tomou posse no início do ano.

Em vários pontos do país, sobretudo nas duas maiores cidades, Roma e Milão, a greve foi acompanhada por manifestações, que degeneraram em confrontos com a polícia.

A greve geral foi marcada pelas duas maiores centrais sindicais: “As últimas escolhas deste governo foram dramáticas. Em vez de construir um futuro, como dizem, fazem com que o futuro pareça um buraco negro”, diz uma manifestante. Uma estudante, que participou no mesmo protesto, diz: “O Estado não quer que pensemos livremente. Quer que sejamos soldados a obedecer às leis do governo. Estou farta de ficar quieta”.

Quem não ficou contente com a greve foram os muitos turistas que visitam Itália. O metro de Roma parou, a rede de transportes nas principais cidades foi muito afetada e cerca de metade dos voos previstos para esta quinta-feira, em todos os aeroportos do país, foram cancelados.

Terence vem da África do Sul e diz: “Os problemas deveriam resolver-se sem greves. É melhor para o país, que vai poder fazer mais dinheiro. Quantas mais greves se fazem, menos riqueza o país produz e isso não é bom. Não me parece que seja uma boa ideia”.

Os protestos centram-se no corte de 15 mil milhões de euros na despesa pública e na nova lei do emprego, que facilita os despedimentos. Renzi argumenta que são medidas necessárias para combater a recessão.