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América pede "justiça para todos"

"Mãos ao alto, não disparem", as palavras de ordem que ecoam de costa a costa, nos Estados Unidos, desde a morte de um jovem negro desarmado, em agosto.

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América pede "justiça para todos"

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“Mãos ao alto, não disparem”, as palavras de ordem que ecoam de costa a costa, nos Estados Unidos, desde a morte de um jovem negro desarmado, Michael Brown, baleado por um polícia branco em agosto.

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Estamos aqui para exigir que o governo dos Estados Unidos cumpra com o seu dever e garanta que a Constituição é aplicada de igual forma a todos os americanos, independentemente de sermos negros, brancos, amarelos ou vermelhos.

Sábado não foi exceção. Milhares de pessoas tomaram as ruas de cidades nos quatro cantos do país, incluindo as da capital, Washington, para dizer “basta” à violência policial injustificada, que este ano já matou jovens negros desarmados, nomeadamente, em Ferguson, Nova Iorque e Cleveland.

“Justiça para todos” foi a exigência que os manifestantes deixaram à classe política.

“Viemos de todo o país para apoiar as famílias que perderam os seus entes queridos inocentes por causa da violência e da brutalidade. Estamos aqui para exigir que o governo dos Estados Unidos cumpra com o seu dever e garanta que a Constituição é aplicada de igual forma a todos os americanos, independentemente de sermos negros, brancos, amarelos ou vermelhos”, afirmou Kirsten John Foy, responsável da National Action Network.

A América está inquieta, a população sente-se sufocada:

“Sinto que este país está sitiado. Há pessoas desarmadas a serem baleadas nas ruas. Não há razão para isso”, adiantou um manifestante enquanto outro considerou que “Todos deviam ter as mesmas oportunidades neste país e, neste momento, não têm. Se nascer negro ou mestiço, não tem as mesmas oportunidades que os brancos têm na América”.

Segundo o correspondente da euronews em Washington, Stefan Grobe: “Estamos a testemunhar uma América que está zangada, uma América que está a sofrer. As pessoas sentem que as coisas estão contra elas. Querem um sistema de justiça criminal que não faça juízos em função da raça ou da cor da pele, mas também sabem que ainda há um longo caminho a percorrer”.