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Japão: Abe vence, mas não convence

A vitória esmagadora de Abe pouco deve alterar as políticas de um governo de centro-direita que tem como grande desafio contrariar a deflação crónica no país do sol nascente.

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Japão: Abe vence, mas não convence

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Shinzo Abe venceu, mas não convenceu o eleitorado japonês a ir às urnas nas eleições antecipadas deste domingo.

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O fracasso das políticas é evidente e só o primeiro-ministro é que não vê isso.

Sem rival à altura, o primeiro-ministro renova a maioria absoluta na câmara baixa do Parlamento, que, segundo as projeções à boca das urnas, será dominada em mais de dois terços pela coligação que junta o Partido Liberal Democrata (PLD), de Abe, aos budistas do Komeito.

Quando eram seis da tarde em Tóquio, a taxa de participação não chegava aos 35%, o valor mais baixo desde o final da Segunda Guerra Mundial. As eleições antecipadas eram vistas como uma espécie de referendo às políticas do primeiro-ministro.

Para alguns analistas, as “políticas de Abe estão ultrapassadas, todos concordam que as ‘Abenomics’ atravessam problemas. No campo diplomático, Abe não soube gerir bem as relações com a China, a Coreia do Sul, os Estados Unidos e a Rússia, entre outros (parceiros). O fracasso das políticas é evidente e só o primeiro-ministro é que não vê isso”, referiu Amaki Naoto, um crítico do governo.

A vitória esmagadora de Abe pouco deve alterar as políticas de um governo de centro-direita que tem como grande desafio contrariar a deflação crónica no país do sol nascente.