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Refém morto em café de Sidney tentou arrancar arma do sequestrador

Um ato isolado mais do que uma operação de um grupo terrorista. A Austrália homenageou as duas vítimas mortais das 16 horas de sequestro de um café

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Refém morto em café de Sidney tentou arrancar arma do sequestrador

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Um ato isolado mais do que uma operação de um grupo terrorista. A Austrália homenageou as duas vítimas mortais das 16 horas de sequestro de um café em Sidney, quando as autoridades investigam as motivações do autor da ação, um refugiado iraniano com antecedentes criminais.

Pelo menos seis pessoas ficaram feridas durante o assalto final da polícia, mas todas encontram-se fora de perigo.

Junto ao café Lindt, onde decorreu o sequestro, centenas de australianos prestaram uma homenagem às vítimas.

“É absolutamente devastador o que pode acontecer a uma pessoa num dia absolutamente normal, quando vai beber o seu café, de manhã e se vê numa situação trágica e horrível”, afirma uma residente de Sidney.

“Eu penso que estamos todos chocados e a tentar perceber o que aconteceu, mesmo que seja difícil de perceber”, afirma outro residente.

Para o primeiro-ministro Tony Abbot, “estes acontecimentos demonstram que mesmo um país livre, aberto, generoso e seguro como o nosso é vulnerável à violência com motivações políticas. Mas também recorda que a Austrália e os australianos não cedem e que somos capazes de reagir”.

O assalto da polícia para pôr fim ao sequestro saldou-se pela morte do autor da ação e de dois reféns, uma mulher de 38 anos e o gerente do café de 34 anos, morto quando tentaria arrancar a arma ao sequestrador.

O ataque ocorreu dois meses depois das autoridades terem elevado o nível de alerta terrorista pela primeira vez em mais de uma década.