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Automóveis: O impacto da desvalorização do rublo

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Automóveis: O impacto da desvalorização do rublo

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Comprar um carro na Rússia está a tornar-se difícil. General Motors, Audi, Jaguar Land Rover suspenderam temporariamente as vendas. A Renault-Nissan não aceita encomendas de alguns modelos e poderá subir ainda mais os preços. Tudo por causa da forte desvalorização do rublo, que obriga a recalcular os preços dos carros e das peças importadas.

Alexei Kapitanov, dirigente de um concessionário, adianta: “Como vemos, a subida dos preços vai continuar. Os novos lotes de carros vão chegar com novos preços. Infelizmente, ou felizmente, não sabemos de quanto será o aumento. Por isso, aconselho as pessoas que pretendem comprar um carro a comprem-no agora antes que os preços aumentem mais”.

O grupo Renault-Nissan tem uma forte exposição ao mercado russo, depois de ter assumido o controlo da russa AvtoVaz.

O grupo, que controla entre 33 e 35% do mercado russo, já aumentou os preços.

A Nissan subiu entre cinco e oito por cento, ameaçando ainda mais a procura, quando o mercado automóvel russo está em declínio.

Estima-se que as vendas recuassem 15% este ano. Mas há russos a antecipar compras, devido à desvalorização do rublo, de quase 50% face ao dólar este ano, e à forte subida da inflação.

O presidente executivo da Renault-Nissan, Carlos Ghosn, diz que “todos os fabricantes do setor estão a perder dinheiro”, tal como as pessoas.

Um moscovita afirma: “Mais ou menos, atravessámos inúmeras coisas. Em comparação com o que vivemos nos últimos 25 anos não é muito significativo”. Outro acrescenta: “Na realidade é muito mau, os produtos tecnológicos estão mais caros. Queria comprar algumas coisas, mas agora já não vou conseguir. Vou ter pena”.

Ao mesmo tempo, os russos começam a retirar as poupanças dos bancos. Algumas instituições já não podem respeitar os rácios de capital e as taxas interbancárias dispararam para 30%.

Entretanto, a “Duma” aprovou o plano do governo de ajudar os bancos com um bilião de rublos, ou seja, mais de 13 mil milhões de euros.