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EUA acusam Coreia do Norte de envolvimento em ciberataque contra a Sony

Os Estados Unidos acusam a Coreia do Norte de envolvimento no ciberataque contra a Sony Pictures Entertainment. As autoridades norte-americanas

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EUA acusam Coreia do Norte de envolvimento em ciberataque contra a Sony

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Os Estados Unidos acusam a Coreia do Norte de envolvimento no ciberataque contra a Sony Pictures Entertainment. As autoridades norte-americanas alegam que a investigação que estava em curso permitiu apurar responsabilidades.

De acordo com uma fonte governamental dos Estados Unidos, a China poderá estar também implicada, quer por causa da colaboração de cidadãos chineses com os hackers quer por estes últimos terem usado servidores do país vizinho para camuflar a origem do ataque.

O episódio obrigou a filial de cinema da Sony a anular o lançamento da comédia “Uma Entrevista de Loucos”, que conta a história de um plano fictício para assassinar o líder norte-coreano Kim Jong-Un, depois de ameaças por parte do grupo que se auto-intitula “Guardiões da Paz.”

Os piratas informáticos elogiaram o recuo em relação ao lançamento do filme e anunciaram que irão conservar em segurança as informações recolhidas, a não ser que se “causem problemas adicionais.”

O regime norte-coreano nega o envolvimento, mas classificou o sucedido como um “ato legítimo.“Investigadores norte-americanos tinha concluído que um Estado estava por detrás do ciberataque e assinalam a unidade Bureau 121 de Pyongyang.

Durante anos, a Coreia do Norte investiu recursos de forma significativa para criar esta célula dirigida pela agência de espionagem militar e formada pelos peritos informáticos de elite do país comunista.

O dissidente norte-coreano, Jang Se-Yul, foi um destes alunos em informática. Lembra que são 1800 hackers, alguns deles a operar a nível internacional discretamente: “Na Coreia do Norte é chamada a ‘Guerra Secreta.’ Podem abater secretamente um inimigo. Podem matar alguém sem deixar que nos apercebamos de quem é a responsabilidade. A empresa funciona como um negócio normal no estrangeiro. Trabalham como empresário comuns. Por isso é que o que fazem é assustador.”

Os objetivos são as infraestruturas dos inimigos. Em março de 2013, a Coreia do Sul foi alvo de um ataque nas redes informáticas dos bancos e das cadeias de televisão. A paralisação prolongou-se por vários dias.