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MH370 e MH17: dois voos, dois dramas e uma companhia aérea amaldiçoada em 2014

O ano que agora chega ao fim foi negativo para a Malaysia Airlines. A companhia aérea malaia perdeu dois aviões com centenas de passageiros a bordo

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MH370 e MH17: dois voos, dois dramas e uma companhia aérea amaldiçoada em 2014

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O ano que agora chega ao fim foi negativo para a Malaysia Airlines. A companhia aérea malaia perdeu dois aviões com centenas de passageiros a bordo. Dois dramas em circunstâncias bastante diferentes mas igualmente insólitas. O primeiro Boeing continua por aparecer e não há confirmação oficial sobre quem abateu o segundo.

No dia 8 de março, o voo MH370 desapareceu do radar, menos de uma hora depois de descolar de Kuala Lumpur. Os 227 passageiros e 12 tripulantes viajavam para Pequim. Nunca chegou à capital chinesa. A companhia aérea anunciou às famílias que o avião desapareceu no ar.

Iniciaram-se, então, as operações de busca mais caras da história da aviação civil, numa área do oceano Índico maior do que a Europa. A espera tornava-se interminável, e ninguém sabe o que aconteceu com o avião ou onde poderá encontrar-se.

O primeiro-ministro malaio comunicou às famílias que toda esperança estava perdida, 16 dias depois.

Nove meses mais tarde, não havia vestígios do naufrágio. Em várias ocasiões, as equipas de investigação, acreditaram ter encontrado alguns restos do avião, mas, por fim, provava-se serem falsos alarmes. A tragédia do vôo MH370 continuará a ser um dos mistérios da história da aviação.

http://www.liberation.fr/monde/2014/05/29/mh370-l-avion-n-est-pas-tombe-a-l-endroit-des-detections-acoustiques_1029468

Quatro meses mais tarde, no dia 17 de julho, registou-se um novo drama com outro avião, com 298 passageiros, da companhia aérea da Malásia. O voo MH17 direto, de Amsterdão para Kuala Lumpur, desapareceu dos radares, no leste da Ucrânia, onde a guerra civil entre os separatistas pró-russos e os ucranianos continua a fazer baixas.

Uns e outros acusaram-se mutuamente de abater o aparelho. Os registos telefónicos entre os rebeldes separatistas pró-russos suscitaram dúvidas, mais tarde, sobre a criação de condições pela Rússia que levaram ao lançamento do míssil Buk (terra-ar SV-11) que causou a tragédia.

Os investigadores da OSCE e outros peritos internacionais foram impedidos de chegar ao local, até ao dia 21, quando os rebeldes de Donbas entregaram as caixas negras do aparelho aos especialistas malaios. Os investigadores holandeses ainda não fecharam o inquérito.

A Holanda sofreu a maior perda de vidas humanas: 193 passageiros eram holandeses.