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Hirscher, Goergl e Fenninger: Áustria domina fim de semana em Val d'Isère e em Alta Badia

Vitória de Marcel Hirscher no Slalom Gigante em Itália e dobradinha, com Elisabeth Goergl e Anna Fenninger, no Super-G, em França.

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Hirscher, Goergl e Fenninger: Áustria domina fim de semana em Val d'Isère e em Alta Badia

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Dobradinha em Val d’Isère e Hirscher no seu melhor em Alta Badia

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A estratégia é sempre a mesma: Hirscher ganha a primeira manga, normalmente por pouco. Na segunda, acaba com a concorrência.

O Esqui Alpino é o desporto favorito dos austríacos e é fácil perceber porquê, basta olhar para os resultados: vitória de Marcel Hirscher no Slalom Gigante de Alta Badia e dobradinha, com Elisabeth Goergl e Anna Fenninger, no Super-G de Val d’Isère.

Lindsay Vonn foi a grande ausente do pódio do Super-G deste domingo, em França, onde esquiadoras austríacas alcançaram uma dobradinha.

Aos 33 anos, Elisabeth Goergl, antiga campeã do mundo da Descida e do Super-G, em 2011, alcançou a sétima vitória na Taça do Mundo.

A austríaca fez uma prova quase perfeita e impôs-se com o tempo de 1 minuto 25 segundos e 42 centésimos, menos cinco centésimos de segundo do que a compatriota Anna Fenninger, um triunfo em cima da linha de meta.

Detentora do grande globo de cristal, Fenninger começou bem o Super-G, mas acabou por perder alguma velocidade num percurso muito técnico e onde o gelo atirou várias esquiadoras para fora de pista e de prova.

Mesmo assim, Fenninger conseguiu ser mais rápida do que Tina Maze.

A eslovena completou o pódio e segue confortavelmente instalada no comando da classificação geral da Taça do Mundo.

Tal como no ano passado, Lindsay Vonn caiu em Val d’Isère, mas desta vez a norte-americana não repetiu a lesão que a privou dos Jogos Olímpicos de Sochi.

No entanto, Vonn perdeu uma prenda de natal antecipada: A 62.ª vitória na Taça do Mundo, para igualar o recorde estabelecido pela austríaca Annemarie Moser-Proll nos anos 70. Nova tentativa, no próximo fim de semana, precisamente, na Áustria.

Nos homens, estão disputadas 12 provas, 6 de velocidade – e outros tantos pódios para Kjetil Jansrud – e 6 técnicas, maioritariamente dominadas por Marcel Hirscher, que assinou o 4.º triunfo da temporada, com uma vitória folgada na pista “Gran Risa”, em Itália.

Detentor do grande globo de cristal pela terceira época consecutiva e num pico de forma, Marcel Hirscher está a realizar o melhor arranque de época da carreira: ainda não falhou um pódio nas disciplinas técnicas e, em Alta Badia, voltou a relegar para o segundo lugar Ted Ligety, o norte-americano, “rei” do Slalom Gigante. O austríaco somou o quarto triunfo em seis provas técnicas já disputadas.

A estratégia é sempre a mesma: Hirscher ganha a primeira manga, normalmente por pouco. Na segunda, acaba com a concorrência.

Com um sorriso, o austríaco explica que a primeira manga é uma “espécie de aquecimento” e que está “mais concentrado na segunda”.

O grande rival este ano é, para já, o norueguês Kjetil Jansrud, que, tal como Hirscher, venceu quatro das seis provas já disputadas, mas nas disciplinas de velocidade.

É de esperar uma alternância no comando da classificação geral da Taça do Mundo ao sabor do calendário.

Será o ano de Pinturault?

Depois de Jean-Claude Killy, em 1967 e 68, e de Luc Alphand, em 1997, Alexis Pinturault pode tornar-se no terceiro francês a vencer a Taça do Mundo de Esqui Alpino. O esquiador de Courchevel ocupa, para já, a quinta posição na classificação geral e tem a capacidade necessária para fazer ainda melhor, como explica o antigo campeão, Franck Piccard:

“Esta pode ser a temporada de Alexis Pinturault. Mudou de equipamento, enriqueceu o palmarés e está a realizar um bom começo de época, tanto ao nível do treino como dos resultados. Tem capacidade e talento para ganhar em 3 ou 4 disciplinas e um poder físico fenomenal. Vejo este Alexis a terminar a época pelo menos no pódio, mas não o vamos pressionar. É preciso que seja ele a sentir isso e a encontrar a motivação para ganhar. É um enorme talento do esqui francês”.

O dia em que Jean-Claude Killy entrou para a História

Recuamos a 17 de fevereiro de 1968. Um nevoeiro “sebastiânico” cobre a estância de Chamrousse, palco das competições de Esqui Alpino dos Jogos Olímpicos de Grenoble.

Depois de vencer a descida, com 8 centésimos de segundo de vantagem sobre o compatriota Guy Périllat, o francês Jean-Claude Killy dominou o Slalom Gigante e parte em busca de uma terceira medalha de ouro. Mas é Karl Schranz que acaba por ser o mais rápido no Slalom.

O golpe de teatro chega poucos minutos depois: O júri desqualifica o austríaco por ter falhado dois postes na segunda manga. É assim que Jean-Claude Killy entra para a história, ao lado de Toni Sailer, que conquistou 3 títulos, 12 anos antes, nos Jogos Olímpicos de Cortina d’Ampezzo.