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Brasil: escândalos financeiros minam credibilidade de Dilma

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, inicia o segundo mandato, com um cenário político e económico muito diferente, e mais desfavorável, do que

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Brasil: escândalos financeiros minam credibilidade de Dilma

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A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, inicia o segundo mandato, com um cenário político e económico muito diferente, e mais desfavorável, do que aquele que recebeu das mãos do ex-presidente Lula da Silva, no primeiro dia de janeiro de 2011.

Dilma promete mais crescimento da economia, argumentando contra os críticos, que “os ajustes são necessários em 2015, mas não se vai afastar um milímetro da promessa de assegurar e ampliar as conquistas sociais obtidas nos últimos 12 anos”, como sublinha, também o economista Gilberto Braga:

“ – O recado das urnas é que é necessária a manutenção dos programas sociais, do resgate da pobreza, da melhoria da qualidade de vida, mas, ao mesmo tempo, é necessário cuidar de como gerar recursos para pagar todos esses programas; aí, criar condições para a recuperação do investimento, do controlo da inflação e da despesa pública. “

Se, por um lado, a taxa oficial de desemprego continua a baixar, desde 2010 – prevê-se uma taxa de 4,5%, em relação ao final de 2014, a inflação sobe em flecha, desde 2013. O crescimento fechou 2014 próximo de zero e, em 2015, a previsão não supera mais de 0,5%
Os preços aumentaram cerca de 6,5% em agosto, o que afeta diretamente o poder de compra da classe média.

A vida económica do país e a contenção dos problemas sociais são fulcrais para Dilma. Neste dia de tomada de posse, o seu partido, PT, contratou artistas populares para os militantes transportatos em autocarros até à Praça dos Três Poderes, em Brasília.
2014, aliás, foi o ano das explosivas manifestações em favelas de Copacabana, Rio de janeiro, e em São Paulo, por causa do dinheiro gasto no Mundial de Futebol, depois de ter aumentado o custo dos transportes públicos, no ano anterior.

Dilma vai ter de controlar os prejuizos da Petrobrás, conhecida como a “estatal dos escândalos”.
A operação Lava Jato, desencadeada pela polícia federal, em março de 2014, que já vai na sétima fase, investiga um esquema de lavagem e desvio de dinheiro na petrolífera estatal, que envolve politicos e empresas de construção civil.

O escândalo rebentou durante a segunda volta das presidenciais, mas não afectou a eleição de Dilma Rousseff, ao contrário do esperado pelo adversário Aécio Neves.
A Petrobras é uma das maiores petrolíferas do mundo, com actividade operacional na América do Sul, na Ásia, em África e no Médio Oriente.