Última hora

Última hora

Prossegue investigação ao "Norman Atlantic" e mortos podem ser mais de 20

Está em curso, este sábado, a segunda tentativa de investigação no interior do “Norman Atlantic”, o barco de bandeira italiana que se incendiou

Em leitura:

Prossegue investigação ao "Norman Atlantic" e mortos podem ser mais de 20

Tamanho do texto Aa Aa

Está em curso, este sábado, a segunda tentativa de investigação no interior do “Norman Atlantic”, o barco de bandeira italiana que se incendiou domingo quando fazia a ligação entre Patras, na Grécia, e o porto italiano de Ancona, com cerca de 500 pessoas a bordo. Pelo menos 13 morreram na sequência deste, até ver, acidente, duas delas de origem albanesa e que faziam parte dos primeiros grupos a socorrer o ferryboat ainda no Mar Adriático, ao largo da ilha grega de Corfu.

A bordo seguiam alguns migrantes ilegais já detidos, entre eles dois afegãos e um sírio, que buscavam asilo em Itália. A descoberta destes passageiros ilegais aumentou a suspeita de haver outros, que poderiam estar escondidos nos camiões que seguiam a bordo, no convés do “Norman Atlantic”, onde poderá ter deflagrado o incêndio.

O barco, ainda a fumegar, chegou ao porto italiano de Brindisi ao final da noite de sexta-feira. Um dos capitães que ajudou a rebocar o “Norman Atlantic”, Pietro dell’Aquila, contou as dificuldades da operação: “Enfrentámos um mar agitado, com uma força entre sete e oito[na escala Beaufort]. Terminámos os trabalhos já depois da meia-noite, tentando deixar o ‘Norman Atlantic’ em segurança. O barco, agora, está seguro.”

Em porto seguro, mas ainda sem segurança garantida no interior. Depois de uma primeira tentativa abortada, por se desconhecer as condições do interior do “ferry” e ainda haver sinais de fogo a bordo, os investigadores voltaram este sábado ao barco. Já com as caixas negras do barco na posse das autoridades, o objetivo desta averiguação in loco será aprofundar as causas do incêndio, mas sobretudo localizar outras eventuais vítimas.

A lista de embarque, de acordo com a empresa grega que fretou o barco, a Anek, tem o registo de 474 pessoas, mas vários sobreviventes entretanto resgatados denunciaram a presença a bordo de vários passageiros ilegais, o que levanta a suspeita de o “Norman Atlantic” ter a bordo mais de meio milhar de pessoas à altura do acidente. A confirmar-se, o balanço de mortos nesta tragédia naútica poderá elevar-se para lá das duas dezenas.