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Euro atinge mínimos de março de 2006

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Euro atinge mínimos de março de 2006

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O euro mantém a tendência de queda e esta segunda-feira tocou mínimos de quase nove anos. Chegou a valer um 1,18 dólares, antes de subir ligeiramente.

A divisa europeia é pressionada pelos receios com os resultados das eleições gregas e as especulações de que o Banco Central Europeu (BCE) vai lançar o programa de compra dívida soberana este mês.

Mas não só.

Christian Kahler, analista do DZ Bank, considera que “as discussões sobre a Grécia são o grande tema da atualidade. Mas o que gera incerteza é o facto de que as reformas necessárias em França e em Itália não estão a ser feitas. É essa a razão porque o dinheiro está a deixar a zona euro rumo aos Estados Unidos”.

Desde março de 2006 que o euro não recuava abaixo de 1,19 dólares. Em 2011, a cotação mínima anual foi de 1,29 dólares. Em 2013, o mínimo foi de 1,27 dólares.

Agora, com a economia europeia em dificuldade e o BCE pronto a agir face ao risco de deflação, os investidores vendem euros para tentar evitar perdas futuras.

A queda do euro acentuou-se também com a imprensa a dar conta de que Angela Merkel estará pronta a deixar a Grécia sair da zona euro. O que faz ressurgir os receios sobre um eventual desmembramento da união monetária.

Analista na bolsa de Frankfurt, Fidel Helmer, evoca: “A Grécia é relevante para a zona euro. Uma saída da Grécia iria atiçar receios de que poderia haver outros países. Isso, por sua vez, conduziria a uma corrida aos bancos, os clientes iriam retirar o dinheiro”.

A bolsa de Atenas termina o dia com uma queda de mais de 5,5%. Já as taxas de juro da dívida helénica a dez anos superam os 9%, com os investidores a temerem a vitória do partido anti-austeridade Syriza, favorito nas sondagens.