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Nuno Espírito Santo em alta com CR7 e Mourinho a entrarem mal em 2015

As derrotas do Real Madrid em Valência e do Chelsea em White Hart Lane estão em destaque nesta primeira edição de 2015 do The Corner, o nosso

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Nuno Espírito Santo em alta com CR7 e Mourinho a entrarem mal em 2015

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As derrotas do Real Madrid em Valência e do Chelsea em White Hart Lane estão em destaque nesta primeira edição de 2015 do The Corner, o nosso habitual “pontapé de canto” semanal a cruzar todo o futebol mundial. A interrupção de uma senda de 22 vitórias consecutivas da equipa de Cristiano Ronaldo, Pepe e Fábio coentrão servia os interesses do Barcelona, mas Messi e companhia não aproveitaram e foram apanhados na tabela pelo campeão Atlético de Madrid, que está em estado de graça depois de vencer o Levante e apresentar de forma apoteótica o mais recente reforço, Fernando Torres.

Os “merengues” chegaram ao estádio Mestalla, na qualidade de líderes da Liga espanhola, com mais oito pontos que o adversário desta jornada e mais um que o principal perseguidor, o vice-campeão e arquirrival Barcelona. Carregava também um impressionante percurso de 22 jogos consecutivos a ganhar. Modric era a única baixa, Coentrão nem no banco se sentou, Cristiano ronaldo e Pepe foram titulares.

No lado do emblema “Che”, Nuno Espírito Santo apostou em três centrais e não hesitou em estrear a mais recente contratação de luxo. Enzo Perez foi contratado ao Benfica, no final de dezembro, por cerca de 25 milhões de euros, e chegou pronto a jogar. E o argentino esteve muito bem, ao lado de André Gomes, com quem já havia jogado na Luz. O médio português está, aliás, no melhor momento da carreira e foram dele os remates mais perigoso à baliza de Casillas – à exceção, claro, dos que deram golo.

Ronaldo ainda abriu o marcador, aos 12 minutos, de grande penalidade, após mão na área de Negredo. Foi o 26.° golo do melhor do mundo em 15 jogos na presente edição da Liga espanhola. Um número impressionante, ainda mais, quando o segundo melhor marcador é Messi, com apenas 15 golos. A equipa de Carlo ancelotti controlou o jogo até ao descanso e Ronaldo até ficou perto do bis antes do intervalo.

Os anfitriões davam boa réplica e André Gomes até acertou no poste ainda na primeira parte. Mas, só depois do intervalo, os da casac conseguiram resultados práticos para a boa exibição. Um remate cruzado do lateral direito espanhol Antonio Barragán ressaltou em Pepe e traiu Casillas. Estava feito o empate.

Pouco mais de 10 minutos passaram e, num canto da direita, a reviravolta no marcador estava consumada. Marcado por Sérgio Ramos, Otamendi fez-lhe o que o espanhol costuma fazer aos adversários: saltou mais alto e cabeceou forte para o fundo das redes contrárias.

O Real Madrid ficou a baloiçar nas cordas. Ancelotti tentou corrigir o meio-campo com a entrada de um elemento mais defensivo, o alemão Khedira, e apostou na velocidade de Jesé, abdicando de James rodriguez e Gareth Bale. Não chegou. O Valência segurou os três pontos e saltou, à condição (o Sevilha perdeu e tem um jogo a menos) para o quarto lugar. A feata do Valência estendeu-se a Coritiba, no Brasil. O clube local detém o recorde de equipa com mais vitórias consecutivas em jogos oficiais, 24, e sentia-se ameaçado pelo percurso dos “merengues”. Agora, já não.

A derrota do Real favorecia o Barcelona que, no domingo, visitou a modesta Real Sociedad. Luis Enrique arriscou e deixou Messi, com quem se terá desentido dias antes, e Neymar no banco de suplentes. David Moyes, que assumiu em novembro os destinos dos bascos depois de uma má experiência no Manchester United, acabou por ter a sorte do jogo.

Um autogolo de Jordi Alba logo aos dois minutos foi o suficiente para derrotar o Barcelona. Os bascos ergueram uma muralha defensiva e o treinador do “Barça” teve mesmo de recorrer na segunda parte aos pesos pesados, incluindo, claro, Messi, que estaria sob um qualquer tipo de castigo. O Mundo Deportivo noticiou que o argentino terá discutido com Luis Enrique a 2 de janeiro, no primeiro treino do ano da equipa catalã. O mesmo jornal garante que nova discussão terá ocorrido em San Sebastian, com Messi a criticar o facto de ter ficado no banco.

Mas nem a carne toda no assador valeu ao Barcelona, incapaz de superar o “autocarro” da Real Sociedad e, sobretudo, o guarda-redes argentino Geronimo Rulli. O vice-campeão espanhol falhou a subida à liderança, deixou-se apanhar na tabela pelo Atlético de Madrid, o próximo adversário, e parece ter caído numa crise sem meória nos tempos mais recentes. Já esta sdegunda-feira, o diretor desportivo Andoni Zubizarreta foi despedido depois de ter tecido algumas críticas públicas ao presidente do clube, Josep Maria Bartomeu, por alegadas responsabilidades nas contratações irregulares que custaram ao clube uma suspensão da FIFA no mercado de transferências até ao final do verão deste ano.

Mourinho nas aselhices da semana
Na habitual rubrica des “Ases & Aselhas” da semana, temos em destaque esta semana o inglês Alan Pardew. O treinador acaba de se transferir do Newcastle, que deixou no décimo lugar da Liga inglesa, para o Crystal Palace, onde já havia passado como jogador durante quatro temporadas. O objetivo é salvar o clube da despromoção. Pardew substitui no cargo Neil Warnock, que deixou o Palace no antepenúltimo lugar.

“Estou extremamente satisfeito por ser o novo treinador do Crystal Palace. Todos conhecem a minha história aqui, mas o que é importante agora é levar este clube para outro nível”, disse Pardew.


Nas “aselhices”, colocamos desta feita o Chelsea, derrotado na visita ao Tottenham, por 5-3. Foi a segunda vez de Mourinho, em mais de 700 jogos como treinador, a sofrer cinco golos. Foi também a primeira do Chelsea, em mais de cinquenta anos, a consentir outros tantos golos em White Hart Lane.


“Aselhas” da semana foram, também, o uruguaio Edinson Cavani e o argentino Ezequiel Lavezzi. Os dois sul-americanos atrasaram-se no regresso a França das férias de Natal e o Paris Saint-Germain suspendeu-os. Cavani e Lavezzi vão ficar a treinar à parte, falham dois jogos e ainda são multados pelo clube. No PSG, pagam bem, mas não se brinca.


Neste dia… há 52 anos
O rude e histórico inverno de há 52 anos afetou todo o Reino Unido e também, claro, o futebol inglês. Na rubrica “Neste dia…”, recuamos até 5 de janeiro de 1963, dia em que arrancou mais longa eliminatória da história da Taça de Inglaterra.

Tudo por causa do inverno mais rigoroso no país desde 1740 e que ficaria conhecido, inclusive, como o “Big Freeze”. Somente três dos muitos jogos da Taça de Inglaterra marcados para aquele sábado não foram adiados.

O Birmingham City-Bury, por exemplo, foi adiado catorze vezes até o Bury eliminar o Birmingham, somente a 7 de março. No total, foram 261 adiamentos até 11 de março. A Taça quase congelou.


Podemos estar errados, mas…
Com o regresso, esta semana, de mais algumas das Ligas europeias, após as férias de Natal, vamos ter no fim de semana bons duelos. Com dois jogos bem interessantes também em Portugal, o Benfica-Guimarães e o Braga-Sporting, elegemos para a nossa lista desta semana os cabeças de cartaz das Ligas inglesa, espanhola e italiana.

Apostamos na vitória (1-0) do Manchester United na receção ao Southampton e na derrota do campeão espanhol Atlético de Madrid em Camp Nou (2-1). Em Turim, por fim, Juventus e Inter de Milão deverão empatar a um golo.

Concorda connosco? Não? Dê-nos a sua opinião e envie-nos também as suas previsões através das redes sociais recorrendo ao “hashtag” #TheCornerScores.”