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Economia europeia desilude no final de 2014

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Economia europeia desilude no final de 2014

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A economia da zona euro viveu um final de dois mil e catorze difícil e o pior poderá estar para vir, de acordo com o gabinete Markit.

O índice composto dos gestores de compras subiu em dezembro, para 51,4 pontos, mas ficou aquém do estimativa precedente.

Estes dados, os mais fracos num ano, apontam para um crescimento do PIB de 0,1% no quarto trimestre.

O setor privado contrai em França e em Itália, mas resiste na Alemanha, numa conjuntura frágil que leva as empresas a reduzirem ainda mais os preços.

Estratega do CIBC, Jeremy Stretch, defende: “Se virmos mais fraquezas da economia francesa, acho que vai, realmente, ampliar o grau de preocupação no seio da zona euro, bem no centro. Penso que será a principal preocupação. No entanto, acho que as perspectivas da Alemanha não são tão más como algumas suposições sugeriam no final do quarto trimestre”.

O gabinete Markit evoca o risco de uma contração económica este ano, o que, aliado ao risco de deflação, acentua a pressão sobre o Banco Central Europeu (BCE). Há quem antecipe o lançamento do programa de compra massiva de dívida soberana por parte da equipa de Mario Draghi.

Mas Jane Foley, chefe de estratégia cambial no Rabobank, minimiza os eventuais efeitos: “O rendimento de todos os títulos é agora extremamente baixo, tal como o crescimento. Argumenta-se que uma redução marginal das taxas de juros em relação aos níveis já baixos não irá impulsionar o crescimento ou a inflação.”

Na reunião de 22 de janeiro, a equipa de Mario Draghi poderá, no final, não agir, à espera de novos dados e dos resultados das eleições na Grécia.

Mas neste contexto de incerteza e dificuldade, o euro recua e atinge mínimos de nove anos face ao dólar.