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Natal ortodoxo de travo distinto da Ucrânia à Cisjordânia

Celebra-se esta quarta-feira o Natal na religião cristã ortodoxa, que segue o calendário juliano, por oposição ao gregoriano, seguido, por exemplo

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Natal ortodoxo de travo distinto da Ucrânia à Cisjordânia

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Com exceção dos devotos gregos, celebra-se esta quarta-feira o Natal na religião cristã ortodoxa, que segue o calendário juliano, por oposição ao gregoriano, seguido, por exemplo, por Portugal, um dos primeiros quatro países a adotar este moderno calendário. Os outros foram Espanha, Itália e Polónia, logo após a promulgação da primeira versão do mesmo em 1582 e revisto desde então até à versão atual, entretanto uniformizada pelo mundo de forma civil.

Os cristãos ortodoxos representam uma boa parte dos habitantes das antigas repúblicas soviéticas e, por isso, países vizinhos como a Rússia e a Ucrânia, que atravessam um período conturbado nas respetivas relações, só agora celebram o Natal. Mas de forma distinta.

Em particular, os residentes no leste da Ucrânia, onde alguns terão de passar a Consoada de arma na mão e muitos outros deslocados das suas casas pela conflito separatista que se mantém sobretudo nas regiões de Donbass e Dontesk.

Na Rússia, embora não tão mau como certamente para muitos no leste da Ucrânia, este também não será para muitos cristão ortodoxos um Natal igual aos dos últimos anos. A economia russa tem vindo a contrair devido às fortes sanções aplicadas a Moscovo pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Um castigo do ocidente pela alegada interferência anti-Kiev no conflito ucraniano e pela anexação da Crimeia, a região autónoma ucraniana que alega ter aprovado em março num referendo unilateral a independência face à Ucrânia e a subjugação à Rússia.

Na Síria, esta e também uma terça-feira especial para alguns dos cerca de 100 mil habitantes descendentes de arménios e que celebram, neste dia, o Natal Ortodoxo.

Os cristãos são uma minoria dentro da comunidade sírio-arménia, mas neste dia fazem sentir a sua presença no país, celebrando a véspera de Natal, por exemplo, em Damasco, na centenária igreja de São Sarkis.

Na Cisjordânia, por fim, esta terça-feira representa igualmente o dia forte na Igreja da Natividade, em Belém, onde os cristãos acreditam ter nascido Jesus Cristo. O Patriarca grego ortodoxo de Jerusalém, Theophilos III, deu início às celebrações do Natal, assinalado 13 dias depois da celebração católica devido à diferença de 13 dias existente entre os referidos calendários adotados, respetivamente, o juliano e o gregoriano.