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Inflação negativa na zona euro

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Inflação negativa na zona euro

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Pela primeira vez desde 2009, a zona euro regista uma inflação negativa. Segundo a estimativa rápida do Eurostat, em dezembro, os preços recuaram para duas décimas negativas, em termos anuais.

Os analistas esperavam uma queda inferior.

Os preços da alimentação, bebidas alcoólicas, tabaco e bens industriais mantiveram-se estáveis. Já os preços da energia recuaram 6,3%, refletindo o afundamento da cotação do petróleo nos últimos meses.

Vários economistas consideram que a tendência deflacionista deverá manter-se nos próximos meses, o que poderá provocar uma nova queda dos preços, da produção, dos salários e do consumo, ou seja, impedir a retoma da economia.

Especialista em economia europeia no ING, Peter Vanden Houte, acrescenta: “Os consumidores terão maior poder de compra, é uma boa coisa, mas, por outro lado, podemos dizer que, com uma inflação negativa, os salários serão pressionados e para as pessoas endividadas é negativo”.

Neste contexto, sobe a pressão sobre o Banco Central Europeu para que implemente mais medidas de estímulo, como o programa de compra massiva de dívida.

Desde outubro de 2013 que a inflação está abaixo de 1%, definida como “zona de perigo” pelo BCE.