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Merkel, Cameron e Parlamento Europeu ao lado da França nesta hora de pesar

Mais do que um ataque aos franceses, a chanceler alemã vê no ataque de Paris um atentado à liberdade de imprensa. O primeiro-ministro britânico cerra os dentes contra o terrorismo

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Merkel, Cameron e Parlamento Europeu ao lado da França nesta hora de pesar

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O Presidente do Parlamento Europeu Martin Schultz, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico David Cameron colocaram-se esta quarta-feira ao lado da França, nesta hora de pesar, após o mortífero ataque aramado à redação da revista satírica Charlie Hebdo. As opiniões destes governantes internacionais são unânimes na condenação do atentado que ceifou a vida a pelo menos 12 pessoas, deixando 20 feridas, quatro destas com gravidade.

Numa carta enviada ao Presidente François Hollande, Merkel confessou-se “chocada” ao ser confrontada com o “atentado abominável ao jornal em Paris”. “Quero exprimir-lhe a si e aos seus compatriotas, nesta hora de sofrimento, a simpatia do povo alemão e a minha. Quero também transmitir as minhas conmdolências aos entes queridos das vítimas”, escreveu a chanceler, para quem, “este ato horrível não foi apenas um ataque à vida e segurança dos cidadãos franceses”: “Foi também um ataque que nada pode justificar contra a liberdade de expressão e de imprensa, um dos fundamentos da nossa cultura livre e democrática.”

Em Bruxelas, Martin Schultz emitiu uma declaração expressamdo as “condolências aos jornalistas e suas famílias, aos polícias mortos e suas familias”. “Estamos do lado das vítimas e da nação francesa. Nós condenamos esta violência e, ao mesmo tempo, fazemos um apelo para que essas pessoas não ponham em causa os valores da nossa sociedade. O respeito mútuo e a liberdade de expressão não são negociáveis”, avisou o Presidente do Parlamento Europeu.

Em Londres, o primeiro-ministro britânico falou de um “revoltante ataque terrorista” para descrever os “assassínios cometidos em Paris”. “Estaremos ao lado do povo francês no combate contra o terrorismo e pela defesa da liberdade de imprensa”, escreveu David Cameron na sua conta oficial na rede social Twitter, numa mensagem reforçada perante o parlamento britânico.

“Este parlamento e este país mantém-se unidos ao povo francês na oposição a todas as formas de terrorismo . Defendemos intransigentemente a liberdade de expressão e a democracia. Estas pessoas nunca irão conseguir desviar-nos destes valores”, garantiu Cameron.

Da Turquia, chegou-nos a reação do ministro dos Negócios Estrangeiros. Mevlut Cavusoglu reforçou o apelo de Cameron de que é preciso lutar contra o terrorismo, lamentando que “os esforços de combater o terrorismo sejam, hoje em dia, ainda insuficientes”. “A religião da Turquia é uma religião de paz. Qualquer ligação ao terrorismo é completamente errada”, concretizou o ministro turco.

A Santa Sé, por fim, em comunicado, considerou o ataque à revista francesa como “abominável”. Para mais tarde, é esperada ainda uma declaração do Papa Francisco