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Obama, Netanyahu e Putin unem-se no "abraço" de pesar à França

Com algumas das principais cidades do planeta a juntarem-se numa noite de vigília pelas vítimas do atentado desta quarta-feira de manhã, em Paris, na

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Obama, Netanyahu e Putin unem-se no "abraço" de pesar à França

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Com algumas das principais cidades do planeta a juntarem-se numa noite de vigília pelas vítimas do atentado desta quarta-feira de manhã, em Paris, na redação da revista Charlie Hebdo, também os mais altos governantes do mundo civilizado se unem, através das palavras, num simbólico abraço de pesar à França

Na Sala Oval da Casa Branca, Barack Obama surgiu ao lado do vice-presidente Joe Biden e do secretário de Estado norte-americano John Kerry para, também ele, expressar de viva voz o apoio dos Estados Unidos (EUA) à França nesta hora de luto. “Aqueles que conduzem ataques sem sentido contra civis inocentes, acabam, por fim, por ser os esquecidos. Nós vamos manter-nos ao lado do povo de França neste momento que é muito, muito difícil”, afirmou o Presidente dos EUA.


Em Bruxelas, o Presidente da Comissão Europeia afirmou que, “esta noite, os europeus estão consternados, comovidos, tristes”. “Eu gostava que os franceses soubessem que esta noite todos os europeus estão com os parisienses e com a França”, disse Jean-Claude Juncker.


A Londres, chegou horas depois do atentado a chanceler alemã. Ao lado do primeiro-ministro britânico, Angela Merkel considerou este “um ataque contra os valores” que todos defendem e pelos quais se batem na Europa. “Valores a liberdade de imprensa, a liberdade no geral e a dignidade humana”, especificou.


Já depois de ter comentado o atentado numa sessão do Parlamento britânico, David Cameron voltou a bordar a tragédia ao lado de Merkel: “Eu sei que todos no Reino Unido estão ao lado do Governo francês e dos franceses, nesta hora. Não vamos permitir nunca que os valores que tanto defendemos, de democracia e liberdade de expressão, possam ser atacados por estes terroristas.”


Em Telavive, por fim, o primeiro-ministro israelita colocou de lado os atritos com o Eliseu que têm vindo a intensificar-se por causa da Palestina e condenou igualmente o atentado de Paris, aproveitando para defender uma resposta em força. “Os ataques dos radicais islâmicos não conhecem limites. Estes foram ataques internacionais e a resposta tem de ser, também, internacional. Os terroristas querem destruir as nossas liberdades e a nossa civilização”, garantiu Benjamin Netanyahu.

Da Rússia, foi endereçada igualmente uma mensagem de solidariedade para França. O Presidente Vladimir Putin condenou “o terrorismo sob todas as suas formas” e transmitiu condolências pelas vítimas do “trágico acontecimento”.