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Tesco fecha 13 lojas na Hungria

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Tesco fecha 13 lojas na Hungria

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O retalhista britânico Tesco vai fechar 13 das 220 lojas que possui na Hungria.

A empresa evoca como razão a nova e polémica lei para os supermercados, que limita as aberturas aos domingos e subiu os impostos de vigilância sanitária. A lei foi contestada. Os críticos consideram que beneficia apenas os aliados do primeiro-ministro Viktor Orban.

A Tesco foi o primeiro retalhista estrangeiro a implementar-se na Hungria, há 20 anos.

Nigel Jones, presidente da filial húngara, explica: “Uma das mudanças da lei que entrou em vigor é que os negócios que não têm lucros dois anos consecutivos têm de abandonar o mercado, por isso, é essencial continuar a ser lucrativo para preservar o nosso futuro no país”.

Para os sindicalistas e o governo de Viktor Orban, a decisão da Tesco deve-se, sobretudo, aos problemas que o grupo enfrenta no Reino Unido, onde acaba de anunciar uma forte redução dos custos.

O encerramento das 13 lojas húngaras ameaça 500 empregos.

József Sáling, presidente do Sindicato dos funcionários do Comércio, adianta: “A nossa missão, enquanto sindicato comercial, é proteger os empregados, tentar encontrar outro emprego ou uma indeminização justa se não puderem obter um posto numa outra loja Tesco”.

A jornalista da euronews, Beatrix Asboth, recorda que “as novas medidas afetam todos os grandes retalhistas, por exemplo, Auchan e Spar. Por agora, não pensam abandonar a Hungria. Spar reagiu à nova lei com um corte do investimento e um sistema de “franchising” para algumas lojas. A curto prazo, a Tesco não pondera uma tal medida”.

Na República Checa, a Tesco vai fechar duas lojas. Em causa estão mais de cem empregos.